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Feriado Municipal das Lajes do Pico

O feriado municipal das Lajes do Pico é a 29 de junho, data fixa, e assinala São Pedro, padroeiro do concelho e orago da ermida que os primeiros povoadores da ilha levantaram. Foi fixado por um decreto de 1970 que autorizou dois concelhos ao mesmo tempo, um no Algarve e outro no meio do Atlântico. Fica aqui quando é, o que fecha nas seis freguesias, e porque a festa maior das Lajes acontece noutra altura do ano.

Faltam 281 dias · Terça-feira, 29 de junho de 2027

O feriado municipal das Lajes do Pico celebra-se a 29 de junho, é data fixa, e em 2026 cai numa segunda-feira. É um feriado municipal facultativo, previsto no artigo 235.º do Código do Trabalho, e abrange as seis freguesias do concelho, na costa sul da ilha do Pico. O dia é de São Pedro, que a câmara trata como padroeiro do concelho, e cumpre-se em torno de uma ermida que os primeiros povoadores levantaram muito antes de existir município. Aqui fica quando é, o que fecha, e porque este é o dia mais discreto do calendário festivo das Lajes.

O essencial

Quando é

A 29 de junho, data fixa. Em 2026 é segunda-feira.

É feriado

Sim, feriado municipal das Lajes do Pico. É facultativo (art. 235.º), não obrigatório como os nacionais.

O que fecha

A câmara, os serviços do município e as escolas do concelho. O comércio decide sozinho.

Quando é o feriado das Lajes do Pico

A data não se move. É sempre a 29 de junho, e muda só o dia da semana. Em 2026, o feriado das Lajes do Pico cai numa segunda-feira.

AnoData do feriadoDia da semanaNota
202629 de junhosegunda-feirafim de semana prolongado
202729 de junhoterça-feiradia útil
202829 de junhoquinta-feiradia útil
202929 de junhosexta-feirafim de semana prolongado
203029 de junhosábadofim de semana
203129 de junhodomingofim de semana
203229 de junhoterça-feiradia útil

Há um pormenor local que vale a pena reter. Nos anos em que o 29 de junho calha a uma segunda-feira, como em 2026, o principal equipamento cultural da vila está fechado por razão própria. O Museu dos Baleeiros encerra às segundas o ano inteiro.

O decreto de 1970 e o concelho do Algarve que entrou na mesma folha

O feriado tem origem escrita e é fácil de ler. O Decreto n.º 288/70, de 24 de junho, publicado no Diário do Governo e assinalado como estando em vigor, autorizou a câmara a considerar feriado municipal o dia 29 de junho, por causa das festividades de São Pedro.

A curiosidade está em quem viajou no mesmo diploma. No artigo 1.º ele autoriza, de uma assentada, a Câmara Municipal de Olhão a marcar o 24 de junho, dia de São João, e a das Lajes do Pico a marcar o 29 de junho. Dois concelhos sem nada em comum, um na ria algarvia e outro no meio do Atlântico, ficaram amarrados à mesma folha por uma questão de despacho.

O artigo 2.º é o que mais surpreende quem o lê hoje. Ele diz que, nos anos em que as festividades que justificaram a autorização não chegarem a realizar-se, o dia deixa de ser feriado, cabendo à câmara anunciar o facto com trinta dias de antecedência, por editais afixados nos lugares do costume e publicados nos jornais da sede do concelho. O feriado nasceu preso à festa, e a condição continua a fazer parte da norma que o sustenta.

O que abre e o que fecha

O concelho é pequeno e a lista também. Encerram a Câmara Municipal, as juntas das seis freguesias e as escolas. Nas lojas, os horários são livres desde o Decreto-Lei n.º 10/2015, por isso encerrar é uma decisão de cada estabelecimento. A sede do concelho funciona dentro do Convento de São Francisco, que aloja também a Repartição de Finanças, a CPCJ e a PSP.

ServiçoEstado típico
Câmara e serviços do município, no Convento de São Franciscoencerrados
Juntas das seis freguesiasencerradas
Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico e as escolas do concelhoencerradas
Comércio e restauraçãopor decisão de cada dono
Museu dos Baleeirosaberto de terça a domingo, fechado às segundas
Farmácias de serviçoabertas por escala

Trabalhar a 29 de junho dá direito a quê

Como o feriado municipal é facultativo, o ponto de partida é o que estiver acordado na empresa. Se houver trabalho num dia de feriado, numa entidade que não esteja obrigada a fechar, vale o artigo 269.º do Código do Trabalho, que dá ao trabalhador descanso compensatório de metade das horas prestadas ou um acréscimo de 50 por cento no pagamento desse dia, à escolha do empregador, e trata o incumprimento como contraordenação grave. Não existe em Portugal o pagamento automático a dobrar por trabalho em feriado. Nos Açores o Código do Trabalho aplica-se na íntegra, por isso a regra é a mesma que vale no continente.

São Pedro é o padroeiro do concelho e a ermida é a primeira da ilha

A palavra que a câmara usa não é acidental. São Pedro é tratado como padroeiro do concelho, e não como devoção de uma freguesia que por acaso deu o dia ao município. Isso muda a escala do que se comemora.

O lugar onde tudo se cumpre também tem idade. A Ermida de São Pedro foi construída pelos primeiros povoadores da ilha, a câmara data-a do século XV, e ali foi pároco Frei Pedro Gigante, que alguns historiadores apontam como o introdutor da casta verdelho no Pico.

O programa do dia, descrito pela autarquia, é curto e devoto. Cumpre-se a missa na ermida, sai a procissão do padroeiro, serve-se o almoço de sopas do Espírito Santo e fecha-se com a procissão de recolha das rosquilhas. As filarmónicas Lira Fraternal Calhetense e Liberdade Lajense tocam, como tocam em quase tudo neste concelho.

O concelho mais antigo do Pico nunca teve foral

Há uma frase no sítio da câmara que resolve sozinha a pergunta sobre a origem do município. As Lajes não têm foral, como aconteceu noutras vilas do arquipélago que se organizaram antes de o papel chegar.

O que existe é uma sequência de factos práticos. O primeiro povoamento da ilha foi junto ao Penedo Negro, um pouco antes de 1460. Por volta de 1500 já havia vereação de homens bons, e um alvará de 14 de maio de 1501 deu a Fernando Álvares poder para passar licenças aos povoadores. Foi assim que as Lajes se tornaram o primeiro concelho da ilha, e até 1542 o único, porque o território municipal era o Pico inteiro.

1460Pouco antes deste ano, o primeiro desembarque na ilha, junto ao Penedo Negro.
1501Alvará de 14 de maio. As Lajes tornam-se o primeiro concelho do Pico, sem foral.
1641Fundação do Convento de São Francisco, hoje sede do município.
1939Constrói-se a Vigia da Queimada, ao serviço das armações baleeiras.
1970O Decreto n.º 288/70 autoriza o feriado a 29 de junho, dia de São Pedro.
1988Abre o Museu dos Baleeiros, a 28 de agosto, nas antigas casas dos botes.

A vila que viveu da baleia e hoje vive de a mostrar

A baleação mobilizou nas Lajes grande parte da população, e a câmara descreve-a sem romantismo, como um trabalho duro que quase sempre andava a par de pobreza. A escala industrial chegou em 1948, quando dez sociedades baleeiras se juntaram para constituir a SIBIL, que começou a laborar em junho de 1955 e exportava óleos, farinhas e âmbar. A Fábrica da Baleia fechou no início dos anos oitenta e a câmara comprou-a no fim da década. Hoje é o Centro de Artes e de Ciências do Mar.

O que restou está todo à volta do largo. As casas dos botes da Lagoa, três armazéns do fim do século XIX das armações Liberdade Lajense, Estrela Lajense e Venturosa Lajense, abrigam hoje o clube náutico. Ao lado, a Escadaria dos Baleeiros é por onde os homens desciam a correr quando rebentava o foguete lançado da vigia. E no sítio onde se desmancharam cachalotes até aos anos 50 está o Monumento à Baleação, de Pedro Cabrita Reis.

A Vigia da Queimada, de 1939, fechou em 1984 com a interdição da atividade e foi comprada em 1991 para fins turísticos e científicos. Continua a ser a única vigia dos Açores com dois pisos, e a razão é doméstica. O vizinho da frente plantou árvores e milho, tapou a vista para o mar, e a solução foi subir um andar. Hoje é dali que se avisam os barcos que levam quem vem ver os animais que a vila caçava.

Enganos comuns sobre o feriado das Lajes do Pico

O engano mais caro é de calendário. Muita gente marca viagem a 29 de junho a contar com a festa grande do concelho, e a festa grande é a Semana dos Baleeiros, que a câmara aponta como o seu exemplo maior e decorre na última semana de agosto. Em 2026 foi de 24 a 30 de agosto. O feriado de junho é outra coisa, mais pequena e mais devota.

O segundo é confundir as três datas do Pico, porque a ilha tem três concelhos e três feriados diferentes, e trabalhar num deles não dá direito ao dia dos outros. O terceiro é somar este São Pedro ao da Ribeira Grande, em São Miguel, que calha no mesmo dia e é comemoração municipal distinta. O quarto é escrever que a vila tem foral. Não tem, e é a câmara que o diz.

Perguntas frequentes sobre o feriado das Lajes do Pico

Quando é o feriado municipal das Lajes do Pico em 2026?

É a 29 de junho, data fixa, e em 2026 cai numa segunda-feira.

Que decreto fixou o feriado das Lajes do Pico?

O Decreto n.º 288/70, de 24 de junho, ainda em vigor, que autorizou a câmara a considerar feriado municipal o dia 29 de junho, por causa das festividades de São Pedro.

Porque é que o mesmo decreto fala de Olhão?

Porque autorizou os dois concelhos de uma vez. O artigo 1.º dá a Olhão o 24 de junho, de São João, e às Lajes do Pico o 29 de junho.

O feriado das Lajes do Pico é obrigatório?

É facultativo, pelo artigo 235.º do Código do Trabalho, e só se impõe como dia de descanso quando previsto em instrumento de regulamentação coletiva ou no contrato. Ainda assim, os serviços do município encerram.

Pode haver um ano sem feriado nas Lajes do Pico?

O artigo 2.º do decreto prevê isso. Se as festividades não se realizarem, o dia deixa de ser feriado, e a câmara anuncia-o por edital com trinta dias de antecedência.

O que se faz nas Lajes do Pico no dia do feriado?

Pela descrição da câmara, missa na Ermida de São Pedro, procissão do padroeiro, almoço de sopas do Espírito Santo e procissão de recolha das rosquilhas, com as filarmónicas do concelho.

A Semana dos Baleeiros coincide com o feriado municipal?

Não coincide. Decorre na última semana de agosto, e em 2026 a câmara marcou-a de 24 a 30 de agosto.

O Museu dos Baleeiros abre no dia do feriado?

Depende do dia da semana. O museu funciona de terça a domingo e encerra às segundas-feiras, por isso nos anos em que o 29 de junho calha a uma segunda continua fechado.

Quantas freguesias tem o concelho das Lajes do Pico?

Seis, e o feriado abrange todas. Calheta de Nesquim, Lajes do Pico, Piedade, Ribeiras, Ribeirinha e São João.

Quantas pessoas vivem no concelho das Lajes do Pico?

As estimativas anuais de população residente do INE, divulgadas pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores, dão 4.426 residentes em 2021 e 4.575 em 2025.

Outros concelhos deste calendário

No mesmo dia

O feriado municipal não é exclusivo de um concelho, e estes têm o seu na mesma data.

Nos Açores

Quem trabalha na região costuma precisar de mais do que um destes dias.

A seguir no calendário

Os feriados municipais que vêm logo depois deste, entre os concelhos que aqui cobrimos.

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