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Feriado Municipal da Horta

O feriado municipal da Horta é a 24 de junho, data fixa, e assinala São João. Como o concelho ocupa a ilha do Faial inteira, é dos poucos feriados municipais portugueses que valem numa ilha toda, e a câmara tira-lhe a festa da cidade para a levar a um largo do interior. Fica aqui quando é, o que fecha, e como se chega ao sítio onde o dia acontece de facto.

Faltam 276 dias · Quinta-feira, 24 de junho de 2027

O feriado municipal da Horta celebra-se a 24 de junho, é data fixa, e em 2026 cai numa quarta-feira. É um feriado municipal facultativo, previsto no artigo 235.º do Código do Trabalho. Como o concelho ocupa a ilha do Faial inteira, o dia vale nas treze freguesias, e não apenas na cidade. A data é a de São João, e tem uma particularidade rara, porque a festa não se faz onde está a câmara. Faz-se num largo do interior. Aqui fica quando é, o que fecha, o que muda no trânsito e como se chega ao sítio.

O essencial

Quando é

A 24 de junho, data fixa. Em 2026 é quarta-feira.

É feriado

Sim, feriado municipal da Horta. É facultativo (art. 235.º), não obrigatório como os nacionais.

O que fecha

O Mercado Municipal e o atendimento da câmara. O trânsito muda por edital na zona da festa.

Quando é o feriado da Horta

A data não se move. É sempre a 24 de junho, e troca só o dia da semana. Em 2026 o feriado da Horta cai numa quarta-feira.

AnoData do feriadoDia da semanaNota
202624 de junhoquarta-feiradia útil
202724 de junhoquinta-feiradia útil
202824 de junhosábadofim de semana
202924 de junhodomingofim de semana
203024 de junhosegunda-feiradia útil
203124 de junhoterça-feiradia útil

Há uma pergunta que se responde com o calendário na mão. Entre 2026 e 2100, o 24 de junho coincide com um feriado nacional uma única vez, em 2038, quando o Corpo de Deus calhar nesse dia. Em todos os outros, quando cai em dia útil, é um dia a mais.

O que abre e o que fecha

O Mercado Municipal tem horário publicado e encerra aos domingos e feriados, o que inclui este dia. Os serviços do município não têm atendimento. Nas lojas, os horários são livres desde o Decreto-Lei n.º 10/2015, por isso encerrar é uma decisão de cada estabelecimento.

ServiçoEstado típico
Câmara e atendimento municipalencerrados
Mercado Municipalencerrado, por horário publicado
Lojas e restauraçãohorário livre, decisão de cada dono
Trânsito na zona da Caldeiracondicionado por edital
Ligação marítima e aéreahorário do operador

Há aqui uma coisa rara num feriado municipal. Além do programa, a câmara publica o edital de trânsito, o aviso das barracas e os horários do transporte, cada um em documento próprio.

Trabalhar no feriado dá direito a quê

Como o feriado municipal é facultativo, o ponto de partida é o que estiver acordado na empresa. Se houver trabalho num dia de feriado, numa entidade que não esteja obrigada a fechar, vale o artigo 269.º do Código do Trabalho, que dá ao trabalhador descanso compensatório de metade das horas prestadas ou um acréscimo de 50 por cento no pagamento desse dia, à escolha do empregador, e trata o incumprimento como contraordenação grave. Não existe em Portugal o pagamento automático a dobrar por trabalho em feriado. Nos Açores o Código do Trabalho aplica-se na íntegra, por isso a regra é a mesma que vale no continente.

O feriado sai da cidade e sobe à Caldeira

A festa deste dia não se chama São João da Horta. Chama-se São João da Caldeira, e o nome diz onde é. Acontece no Largo Jaime Melo, no interior da ilha, longe da baía e do porto, e é a câmara que a promove. Em 2026 ocupou os dias 23 e 24 de junho, na terça das 18h00 às 02h00 e na quarta das 12h00 às 22h00.

O programa tem duas metades que não se parecem. A véspera é noite de arraial, com filarmónica, dança, baile e a fogueira de São João acesa à meia-noite, e nesse ano houve caldo de peixe oferecido por um clube de pesca. O dia do feriado é outra coisa. Começa com a Missa Solene em Honra de São João, na ermida de São João, segue com a corrida e a romaria ao meio-dia e o piquenique na zona que a câmara prepara, e fecha com o desfile das marchas e o folclore no largo.

As marchas são o número que a ilha espera, e os nomes de 2026 dizem de onde vem quem as faz. Desfilaram a Marcha das Canecas, a de Castelo Branco, tradição, festa e mar e a Marcha das Angústias, freguesias do concelho a medir forças num largo emprestado.

Como se chega ao arraial no dia do feriado

Aqui o feriado da Horta torna-se prático. Como a festa é fora da cidade, o município põe de pé uma carreira própria entre o Largo Duque d'Ávila e Bolama e o Largo Jaime Melo. Em 2026 o último autocarro de subida da véspera saía à meia-noite, e no dia do feriado houve oito partidas a subir e sete a descer.

00h00hora a que se acende a fogueira de São João, na véspera
12h00hora a que arranca a corrida e romaria, no dia do feriado
3quiosques do arraial de 2026, cedidos só a associações

O trânsito muda por edital e vale a pena ler antes de sair de casa. Em 2026 o acesso ao largo passou a fazer-se só a subir pela Estrada Regional 1-2.ª, a saída só a descer pela Rua São João da Caldeira, ficou proibido estacionar nas curvas sem visibilidade da Rua Nova e a Estrada do Mato ficou condicionada. Depois há a manhã da corrida, que desce à cidade e condiciona ruas do centro entre as 12h e as 14h, entre elas a Rua Ernesto Rebelo, a Calçada da Vista Alegre e, com o nome que era de esperar, a Rua de São João.

Um detalhe diz muito sobre a festa. As três barracas de comida e bebida não vão a concurso comercial. A câmara cede-as a associações desportivas, sociais ou filantrópicas, e proíbe plásticos descartáveis.

Um feriado que cobre a ilha inteira

Nos Açores é raro. O Pico tem três concelhos e a Terceira tem dois, e aí o feriado de cada um vale só no seu território. No Faial não. O concelho da Horta é o único da ilha, ocupa os 173 quilómetros quadrados dela e reparte-se por treze freguesias. Por isso, quando se diz feriado da Horta, diz-se feriado do Faial.

A conta de gente ajuda a perceber a escala. No final de 2025 residiam no concelho 15.173 pessoas, pelas estimativas anuais de população residente do INE, contra 14.671 em 2021 na mesma série, um crescimento de 3,4 por cento acima da média dos Açores. Desses, 1.173 eram estrangeiros, o quarto maior peso relativo dos municípios açorianos. A ilha que passou o século XX a ver gente partir está hoje a receber.

Porque é que meio mundo já parou na Horta

Um feriado explica-se melhor quando se percebe o sítio. A Horta é uma cidade pequena com um currículo atlântico desproporcionado, e a razão é geográfica. Está a meio caminho e abriga de todos os quadrantes, por isso quem atravessa o oceano à vela pára aqui. A marina tem 240 postos de acostagem, Bandeira Azul desde 1987, e a administração portuária descreve-a como a quarta marina mais visitada do mundo. Daí vem a imagem que toda a gente conhece da cidade sem lhe saber o nome, porque os muros do molhe não têm um palmo livre. Cada tripulação deixa ali pintada a sua passagem, na convicção de que assim a viagem corre bem.

Isto não é de agora. Em 1806, John Bass Dabney foi nomeado cônsul-geral dos Estados Unidos nos Açores e instalou a família no Faial, e o cargo passou de pai para filho por três gerações. Em 1854, Charles William Dabney comprou a casa de veraneio do Monte da Guia, com cais, miradouro e uma vinha a descer para a baía de Porto Pim.

1806John Bass Dabney chega à Horta como cônsul-geral dos Estados Unidos nos Açores.
1854Charles William Dabney compra a casa do Monte da Guia, sobre a baía de Porto Pim.
1957Começa a erupção do vulcão dos Capelinhos, no extremo ocidental da ilha.
1958A erupção termina e deixa o farol dos Capelinhos numa paisagem nova.
1987A marina da Horta passa a ostentar a Bandeira Azul, que mantém.
2008É criado o Parque Natural do Faial, com quatro centros e dez trilhos.
2012O centro dos Capelinhos é nomeado para o Prémio Museu Europeu do Ano.

O vulcão de 1957 e a ilha que ficou maior

No extremo ocidental do concelho há um sítio que muda a ideia que se faz de uma ilha. A erupção do vulcão dos Capelinhos, em 1957 e 1958, cobriu aquela ponta de cinza e acrescentou chão ao Faial, e o farol que lá estava ficou de pé no meio do que era mar. O centro que hoje explica tudo isso está construído por baixo do terreno, de propósito, para não interferir com a paisagem, e em 2012 o European Museum Forum nomeou-o para o Prémio Museu Europeu do Ano. A ilha em festa a 24 de junho é a mesma que teve de recomeçar em 1958.

Fica ainda uma nota de método, porque esta página prefere dizer o que não tem. O município não publica um texto que explique desde quando existe este feriado nem qual o diploma que o criou, e por isso não encontrará aqui um número de decreto. O que a Horta publica bem é o que se faz no dia.

Perguntas frequentes sobre o feriado da Horta

Quando é o feriado municipal da Horta em 2026?

É a 24 de junho, data fixa, e em 2026 cai numa quarta-feira.

O que se comemora no feriado da Horta?

Comemora-se São João, a data que dá nome à festa de São João da Caldeira, promovida pela câmara.

O feriado da Horta é obrigatório?

É facultativo, pelo artigo 235.º do Código do Trabalho, e só se impõe como descanso quando previsto em instrumento de regulamentação coletiva ou no contrato.

O feriado da Horta vale para toda a ilha do Faial?

Vale. O Faial tem um só concelho, por isso o feriado abrange as treze freguesias e a ilha inteira, ao contrário do Pico e da Terceira.

Onde acontece a festa de São João da Caldeira?

No Largo Jaime Melo, no interior da ilha e fora da cidade da Horta. Em 2026 decorreu a 23 e 24 de junho.

Há transporte da cidade da Horta para a festa?

Há uma carreira montada pela câmara entre o Largo Duque d'Ávila e Bolama e o Largo Jaime Melo, com horários publicados para os dois dias.

O trânsito na Horta muda no dia 24 de junho?

Muda por edital. Em 2026 a subida ao largo fez-se só pela Estrada Regional 1-2.ª e a corrida condicionou ruas do centro entre as 12h e as 14h.

O feriado da Horta é o mesmo que o dia da cidade?

São dias diferentes. A câmara assinala a 4 de julho a elevação da Horta de vila a cidade, e o feriado é o de São João.

O 24 de junho pode coincidir com um feriado nacional?

Pode, mas quase nunca. Entre 2026 e 2100 acontece uma vez, em 2038, por o Corpo de Deus calhar nesse dia.

Quantas pessoas vivem no concelho da Horta?

Eram 15.173 no final de 2025, pelas estimativas anuais de população residente do Instituto Nacional de Estatística, contra 14.671 em 2021 na mesma série.

Outros concelhos deste calendário

No mesmo dia

O feriado municipal não é exclusivo de um concelho, e estes têm o seu na mesma data.

Nos Açores

Quem trabalha na região costuma precisar de mais do que um destes dias.

A seguir no calendário

Os feriados municipais que vêm logo depois deste, entre os concelhos que aqui cobrimos.

Ver a lista completa dos feriados municipais