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Feriado da Calheta (São Jorge) 2026: quarta-feira, 25 de novembro

O feriado municipal da Calheta (São Jorge) é o dia de Santa Catarina, 25 de novembro, e em 2026 calha a uma quarta-feira.

Faltam 45 dias · Quarta-feira, 25 de novembro de 2026

O feriado municipal da Calheta, na ilha de São Jorge, celebra-se a 25 de novembro. Vale só para este concelho, a metade oriental da ilha. A data é a de Santa Catarina, padroeira da vila, e o decreto de 1960 diz por escrito que o dia já era dela muito antes de o Estado dar licença.

O essencial

Quando é

A 25 de novembro, data fixa.

É feriado

Sim, feriado municipal da Calheta de São Jorge.

Não confundir

A Calheta da Madeira é outro concelho e faz feriado a 24 de junho.

Quando é o feriado da Calheta e o 1 de dezembro logo a seguir

O 25 de novembro, dia de Santa Catarina, padroeira da vila, não muda de ano para ano. Há uma segunda data a ter na cabeça antes de pedir férias. Seis dias depois chega o 1 de dezembro, a Restauração da Independência, feriado nacional obrigatório. Os dois nunca se sobrepõem, mas em vários anos deixam pelo meio muito pouco trabalho.

Ano25 de novembro1 de dezembroDias úteis pelo meio
2026quarta-feiraterça-feira3
2027quinta-feiraquarta-feira3
2028sábadosexta-feira4
2029domingosábado5
2030segunda-feiradomingo4
2031terça-feirasegunda-feira3
2032quinta-feiraquarta-feira3
2033sexta-feiraquinta-feira3
2034sábadosexta-feira4
2035domingosábado5

Os anos que mais compensam são 2026, 2027, 2031, 2032 e 2033. Entre o 25 de novembro e o 1 de dezembro ficam só três dias úteis, e quem os tirar de férias fica sete dias seguidos sem trabalhar. Já em 2028, 2029, 2034 e 2035 o 25 de novembro calha ao fim de semana e não acrescenta um único dia não útil.

O que abre e o que fecha

O quadro mostra o que costuma fechar num feriado municipal. Nas lojas, a decisão de abrir é do proprietário.

ServiçoEstado típico
Câmara Municipal, na Rua 25 de Abrilencerrada
Juntas das cinco freguesiasencerradas
Comércio e restauração da vilapor decisão de cada dono
Saúdeurgência assegurada
Ligações marítima e aéreahorário do operador
Trilhos e acessos às fajãsa confirmar com a proteção civil do município

Fora do feriado, a câmara atende de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 16h00. Uma derrocada na Fajã dos Cubres, na Ribeira Seca, levou o município a emitir comunicados de proteção civil em outubro e novembro de 2025, com restrições de circulação, e quem contar com o feriado para descer a uma fajã confirma o acesso primeiro. Já em Velas, o outro concelho da ilha, o dia é de trabalho normal, porque o feriado de lá é a 23 de abril.

Para quem trabalha no feriado, as condições e a conta do trabalho prestado nesse dia, hora a hora, estão na calculadora de feriado trabalhado.

Há duas Calhetas em Portugal, e festejam em meses diferentes, junho e novembro

Há dois concelhos chamados Calheta, um em cada arquipélago, e cada um marcou o seu dia por caminho próprio.

 Calheta, São JorgeCalheta, Madeira
Feriado municipal25 de novembro24 de junho
MotivoSanta Catarina, padroeiradia de São João
De onde vemDecreto n.º 43133, de 1960deliberação da Assembleia Municipal
Freguesiascincooito
Sítio da câmaracm-calheta.ptcmcalheta.pt

O decreto de 1960 que escreveu o nome de Santa Catarina

A base legal do feriado é o Decreto n.º 43133, de 27 de agosto de 1960, saído do Ministério do Interior. O artigo 1.º autoriza a Câmara Municipal da Calheta, então no distrito de Angra do Heroísmo, a considerar feriado municipal o dia 25 de novembro.

O preâmbulo justifica a autorização dizendo que o 25 de novembro é, na vila da Calheta, um dia consagrado, desde tempos imemoriais, à veneração da imagem de Santa Catarina, sua padroeira, celebrando-se festas religiosas de grande pompa, a que se associa a generalidade da população. O Estado deu cobertura legal a uma festa que já existia.

A cláusula que pode tirar o feriado, e a festa que o segura

O decreto não acaba na autorização. Tem um artigo 2.º que faz deste um dos feriados municipais mais condicionados do país. Nos anos em que, por qualquer circunstância, deixem de ter lugar as festividades que justificaram a autorização, o 25 de novembro não será considerado feriado. O decreto obriga a câmara a anunciar esse facto com a antecedência mínima de trinta dias, por editais afixados nos lugares do estilo e publicados nos jornais da sede do concelho.

Na prática, a festa realiza-se e o feriado mantém-se. Mas a redação continua em vigor, e diz uma coisa que importa. O feriado da Calheta está amarrado às festas de Santa Catarina, e não à data do calendário. Quem quiser certeza num ano concreto procura-a nos editais da câmara.

Festividades, essas, há todos os anos. As festas em honra de Santa Catarina de Alexandria ocupam vários dias, e a edição mais recente decorreu de 22 a 25 de novembro, na vila da Calheta, a coincidir com os cento e trinta anos da Sociedade Estímulo.

A música não é detalhe. A câmara escreve que a ilha tem mais filarmónicas do que freguesias, e foi da Ribeira Seca que saiu Francisco de Lacerda, o maestro que dá nome ao museu da vila.

O concelho que nasceu de uma separação, em 1534

A câmara data em 1483 o primeiro núcleo populacional da Calheta. Em 1534, por carta régia, D. João III mandou desanexar a vila do concelho de Velas e elevou-a a sede de concelho próprio. É esta separação, com quase cinco séculos, que explica por que razão uma ilha com pouco mais de oito mil habitantes tem dois feriados municipais em vez de um.

1534Carta régia de D. João III separa a Calheta de Velas.
1960O Decreto n.º 43133 autoriza o feriado municipal a 25 de novembro.
1980O sismo de 1 de janeiro atinge o Topo e Santo Antão.
1985A heráldica atual é publicada, com as folhas de inhame nas armas.
2016As fajãs de São Jorge entram nas reservas da biosfera da UNESCO.

O Motim do Inhame foi uma revolta contra o dízimo cobrado sobre as colheitas, que a autarquia descreve como a primeira luta social da terra, e é por causa dele que as armas do concelho, fixadas em 1985, trazem duas folhas de inhame. Poucos municípios põem no brasão a razão de um protesto fiscal.

A demografia conta duas histórias ao mesmo tempo. As estimativas anuais de população dão 3.445 residentes no final de 2025, e entre 2021 e 2025 os estrangeiros passaram de 42 para 166, a maior subida percentual dos dezanove municípios açorianos.

O Topo e Santo Antão, a ponta da ilha onde o sismo de 1980 bateu mais forte

Duas das cinco freguesias ficam no extremo leste da ilha e carregam uma memória que em São Jorge não precisa de explicação. A 1 de janeiro de 1980, às 16h42 em tempo universal, um sismo de magnitude 6,9 com epicentro no mar entre a Terceira e São Jorge sacudiu o grupo central. As maiores intensidades na ilha registaram-se em Santo Antão e no Topo, com grau VII e VIII na escala de Mercalli modificada. O arquipélago contou 61 mortos e mais de quinze mil habitações danificadas ou destruídas.

As fajãs que dão à Calheta o nome por que ela se apresenta

O sítio da câmara abre com uma frase que lhe serve de bilhete de identidade, Município capital das Fajãs. As fajãs são as plataformas planas à beira-mar formadas pelo desabamento das falésias, e o concelho tem as mais conhecidas do arquipélago.

Na costa norte ficam as fajãs da Penedia e das Pontas, trabalhadas por gente do Norte Pequeno, e a Fajã dos Cubres, com a sua lagoa, a ermida e o poço de baixa-mar cuja água é tida como milagrosa. Mais à frente está a Fajã da Caldeira de Santo Cristo, que a própria câmara trata como a mais famosa de São Jorge e que se distingue por não ter acesso de automóvel. Chega-se lá a pé, pelo trilho que desce dos Cubres ou pelo trilho da Serra do Topo, e a lagoa é o único sítio dos Açores onde se criam amêijoas. As duas fajãs são da freguesia da Ribeira Seca.

A sul há outras três, São João, Bodes e Vimes, e é ali que sobrevive a prática das mudas para a fajã. Durante dois ou três meses, famílias inteiras descem com animais e haveres para cultivar as suas terras num clima mais brando, e depois voltam a subir. Nos Vimes cultiva-se café e fazem-se as colchas de ponto alto. A ilha é Reserva da Biosfera da UNESCO desde 2016, e são estas fajãs que lhe deram o nome.

Perguntas frequentes sobre o feriado da Calheta

Quando é o feriado municipal da Calheta de São Jorge em 2026?

É a 25 de novembro, data fixa, e em 2026 cai numa quarta-feira.

O que se comemora no feriado da Calheta?

Comemora-se Santa Catarina, padroeira da vila e do concelho da Calheta.

Qual é a base legal do feriado municipal da Calheta?

O Decreto n.º 43133, de 27 de agosto de 1960.

O feriado da Calheta é obrigatório para as empresas?

É facultativo, pelo artigo 235.º do Código do Trabalho, e só se impõe quando previsto em contrato ou em convenção coletiva.

A Calheta da Madeira faz feriado no mesmo dia?

Não. A Calheta da Madeira faz feriado a 24 de junho, dia de São João, por deliberação da sua Assembleia Municipal.

Quem trabalha em Velas tem folga no feriado da Calheta?

Não tem. O feriado de 25 de novembro é só do concelho da Calheta, e Velas faz o seu a 23 de abril.

Quais são as freguesias do concelho da Calheta?

São cinco, que são Calheta, Ribeira Seca, Norte Pequeno, Topo e Santo Antão.

O decreto de 1960 permite mesmo cancelar o feriado da Calheta?

Permite. O artigo 2.º diz que, nos anos sem festividades, o dia deixa de ser feriado, e obriga a câmara a avisar com trinta dias de antecedência.

A Fajã da Caldeira de Santo Cristo pertence ao concelho da Calheta?

Pertence, tal como a Fajã dos Cubres. Ficam ambas na freguesia da Ribeira Seca, e a de Santo Cristo só se alcança a pé.

Quantas pessoas vivem no concelho da Calheta?

Residiam 3.445 pessoas no final de 2025, pelas estimativas anuais de população, contra 3.437 nos Censos de 2021.

Vale a pena fazer ponte entre o feriado da Calheta e o 1 de dezembro?

Vale em 2026, 2027, 2031, 2032 e 2033: três dias de férias dão sete dias seguidos sem trabalhar. Noutros anos ficam quatro ou cinco dias úteis pelo meio.

Fontes

  • Diário do Governo de 27 de agosto de 1960, que publicou o Decreto n.º 43133.
  • INE, estimativas anuais de população residente.
  • IPMA, sismo de 1 de janeiro de 1980 (intensidades em Santo Antão e no Topo).
  • Câmara Municipal da Calheta, lagoa da Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

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