Dia de São Valentim 2027
Dia de São Valentim 2027 cai num domingo, 14 de fevereiro de 2027, data comemorativa não feriada. Saiba mais abaixo sobre as tradições e a história desta data em Portugal.
Entre rosas, jantares e chocolates, o Dia de São Valentim de 2027 cai a 14 de fevereiro, domingo. É uma data fixa e não é feriado, nacional nem municipal. Em Portugal é mais conhecido como Dia dos Namorados, com forte movimento em restaurantes, floristas e chocolatarias. A associação da data ao amor não vem da Antiguidade. Nasceu na Inglaterra medieval, na pena de Geoffrey Chaucer. Aqui fica o estatuto da data, a sua origem literária e os lenços bordados que o Minho oferece há gerações.
O essencial
Quando é
A 14 de fevereiro, data fixa. Em 2027 calha a um domingo.
É feriado
Não. Não é feriado nacional nem municipal. Trabalha-se e estuda-se normalmente.
O que se faz
Jantares, flores e chocolates. No Minho, oferecem-se os lenços dos namorados.
Quando é o Dia dos Namorados
A data é fixa a 14 de fevereiro. Só o dia da semana muda de ano para ano. Em 2027 calha a um domingo.
| Ano | Data | Dia da semana |
|---|---|---|
| 2025 | 14 de fevereiro | sexta-feira |
| 2026 | 14 de fevereiro | sábado |
| 2027 | 14 de fevereiro | domingo |
| 2028 | 14 de fevereiro | segunda-feira |
| 2029 | 14 de fevereiro | quarta-feira |
O Dia dos Namorados é feriado em Portugal?
Não. O 14 de fevereiro não consta dos feriados nacionais obrigatórios do artigo 234.º do Código do Trabalho, nem é feriado municipal em qualquer concelho. Trabalha-se e estuda-se normalmente, a não ser que a data caia ao fim de semana. É uma data puramente comemorativa, sem estatuto laboral, que vive sobretudo do comércio, das rosas vermelhas aos chocolates e às reservas de jantar. Para uns é a data mais romântica do ano; para outros, nas palavras que a própria imprensa recolhe, uma invenção do comércio disfarçada de tradição antiga.
Um mártir do século III
Por trás do nome está São Valentim, mártir cristão do século III. Segundo a tradição, terá desafiado uma ordem do imperador romano Cláudio II que proibia o casamento dos soldados, na crença de que os homens solteiros combatiam melhor. Valentim continuou a casar os pares em segredo e, descoberto, foi preso e executado a 14 de fevereiro. Os historiadores modernos põem em causa os pormenores da lenda, e há mais de um mártir com este nome nos registos antigos, mas a figura ficou associada à data. Durante mais de mil anos, porém, o dia foi apenas uma efeméride de martirológio, sem qualquer conotação romântica.
Como Chaucer ligou 14 de fevereiro ao amor
O amor entrou nesta data no século XIV, e por via da literatura. Coube ao poeta inglês Geoffrey Chaucer, no poema "Parlement of Foules", o Parlamento das Aves, com cerca de setecentos versos, mostrar as aves a escolher par no dia de São Valentim, guiadas pela Dama Natureza. É uma das primeiras referências conhecidas à ideia de que a data é especial para os enamorados. O poema poderá ter sido escrito para o casamento do rei Ricardo II de Inglaterra com Ana da Boémia. Segundo o levantamento do investigador Jack B. Oruch, não há ligação entre Valentim e o romance antes de Chaucer, e outros poetas do mesmo século, como o inglês John Gower e o francês Oton de Grandson, seguiram-lhe o exemplo. Ajudava a crença medieval de que as aves acasalavam por meados de fevereiro, o que tornava a data simbolicamente apropriada.
Os lenços dos namorados de Vila Verde
A celebração romântica de 14 de fevereiro terá chegado a Portugal filtrada por séculos de amor cortês, a tradição literária e cultural medieval que moldou o imaginário amoroso do país muito antes de existir um dia dos namorados comercial. Dessa mesma matriz nasceu o objeto do amor mais genuinamente português, os Lenços dos Namorados do Minho, muito ligados a Vila Verde. Eram bordados por raparigas em idade de casar para oferecer ao amado quando ele partia, para a tropa ou para a emigração, e às vezes eram os próprios rapazes a mandá-los bordar para a namorada. A tradição herda motivos da nobreza dos séculos XVII e XVIII, e os primeiros lenços deste tipo datam de finais do século XIX. Marca também Viana do Castelo, Guimarães e Amares, e em 2002 arrancou um processo de certificação para proteger as artesãs das cópias comerciais.
O que traz bordado um lenço de namorados
Um lenço destes não se compra num escaparate qualquer, faz-se ponto a ponto e diz muito de quem o borda. Estes são os traços que o definem, tal como a tradição minhota os fixou.
O lenço bordado servia de recado. A rapariga oferecia-o ao namorado que partia e, na resposta ou na aceitação, selava-se o compromisso. As quadras trocadas nas peças, muitas vezes com erros de escrita que a tradição foi guardando como marca de autenticidade, faziam do lenço uma carta de amor cosida à mão.
São Gonçalo de Amarante, o outro casamenteiro do Norte
Há em Portugal outra figura ligada ao amor que a imprensa costuma evocar por esta altura, São Gonçalo de Amarante, padroeiro da cidade e conhecido como casamenteiro das mulheres solteiras mais velhas. A tradição manda tocar no túmulo do santo com um lenço branco e atá-lo depois ao pescoço para atrair um par, e ainda hoje há quem puxe o cordel da batina da imagem a pedir casamento. É figura diferente de Santo António, ligado antes às raparigas jovens, e a grande festa de Amarante nem sequer cai perto de 14 de fevereiro, já que foi passada para o primeiro sábado de junho. Ainda assim, o santo entra a par nas conversas do Dia dos Namorados como o casamenteiro do Norte.
14 de fevereiro em Portugal, 12 de junho no Brasil
Convém não confundir dois calendários. Em Portugal, o Dia dos Namorados celebra-se a 14 de fevereiro, como no mundo anglo-saxónico. No Brasil, o Dia dos Namorados é a 12 de junho, véspera de Santo António, com origem e tradições distintas e sem correspondência em Portugal. A confusão nasce em parte da fama casamenteira de Santo António, real em Portugal, mas que aqui não faz do 13 de junho um segundo dia dos namorados. São datas diferentes, com raízes próprias, e não se transpõem tradições de um país para o outro.
Como se vive o Dia dos Namorados hoje em Portugal
Sem feriado nem prato de ritual, o 14 de fevereiro é hoje sobretudo uma data de comércio e de gesto pessoal. As rosas vermelhas, os chocolates embrulhados a vermelho e as reservas de jantar marcam o dia nas cidades, e é o casal, mais do que a família ou a rua, que está no centro da celebração. Ao contrário do Carnaval ou dos Santos Populares, o São Valentim não trouxe a Portugal um doce ou um prato próprios, e por isso não há aqui um equivalente ao folar ou às sardinhas. O que há é o presente, a mesa a dois e, no Minho, o lenço bordado que dá à data a sua marca mais portuguesa.
Curiosidades do Dia de São Valentim
O poema que primeiro ligou 14 de fevereiro ao amor pode ter tido uma ocasião concreta, o casamento do rei inglês Ricardo II com Ana da Boémia, no século XIV. E a escolha da data por Chaucer não foi ao acaso. Apoiava-se na crença medieval de que era por meados de fevereiro que as aves começavam a formar par, o que tornava o dia de São Valentim simbolicamente apropriado para os enamorados. Do mártir romano ao poeta inglês, a data juntou assim uma lenda religiosa e uma invenção literária, muitos séculos antes das rosas e dos chocolates.
Enganos que convém desfazer
O primeiro engano é supor que o Dia dos Namorados sempre foi uma festa do amor, desde a Antiguidade. Não foi. A ligação ao romance só surge no século XIV, com Chaucer e os seus contemporâneos, depois de mais de mil anos em que o dia era só uma data religiosa. O segundo é tomar o Dia dos Namorados português pelo brasileiro. São datas diferentes, 14 de fevereiro contra 12 de junho, com raízes culturais próprias, e não se transpõem tradições de um país para o outro.
O Dia de São Valentim no calendário
O Dia dos Namorados assinala-se a meio de fevereiro, ainda em pleno inverno, quando a crença medieval dizia que as aves começavam a escolher par. A roda do ano marca onde cai a data, à distância de poucas semanas da primavera.
Dia de São Valentim cai no inverno, em 14 de fevereiro de 2027.
Perguntas frequentes sobre o Dia de São Valentim
O Dia dos Namorados é feriado em 2027?
Não. O Dia dos Namorados é uma data comemorativa e não consta dos feriados nacionais obrigatórios do artigo 234.º do Código do Trabalho, nem é feriado municipal.
Chama-se Dia de São Valentim ou Dia dos Namorados?
As duas formas circulam em Portugal. Dia dos Namorados é a designação popular mais usada; Dia de São Valentim remete para o mártir cristão que dá nome à data.
Porque é que 14 de fevereiro é o dia do amor?
Porque o poeta inglês Geoffrey Chaucer, no século XIV, associou o dia de São Valentim ao acasalamento das aves no seu poema Parlement of Foules. Antes disso, a data era apenas uma efeméride religiosa.
O que são os lenços dos namorados?
Os lenços dos namorados são peças de artesanato bordado do Minho, ligadas a Vila Verde, oferecidas entre namorados. Bordados em linho branco, trazem nomes, datas e quadras de gosto popular.
Quem é São Gonçalo de Amarante no Dia dos Namorados?
São Gonçalo de Amarante é o santo casamenteiro do Norte, invocado tradicionalmente pelas mulheres solteiras mais velhas. A sua festa é em junho, mas a imprensa evoca-o em paralelo ao Dia de São Valentim como figura ligada ao amor.
Há algum prato típico do Dia dos Namorados em Portugal?
Não. Ao contrário do Carnaval ou dos Santos Populares, o Dia de São Valentim não trouxe a Portugal um doce ou um prato próprios. A data vive dos chocolates, das flores e do jantar a dois, sem gastronomia ritual própria.
O Dia dos Namorados português é o mesmo que o brasileiro?
Não. Em Portugal, o Dia dos Namorados é a 14 de fevereiro; no Brasil, é a 12 de junho, véspera de Santo António. São datas e tradições distintas.
Santo António é um segundo Dia dos Namorados em Portugal?
Não. Santo António é conhecido como santo casamenteiro, mas em Portugal o 13 de junho não é um segundo dia dos namorados. Essa associação romântica pertence ao calendário brasileiro.
São Valentim existiu mesmo?
Segundo a tradição, São Valentim foi um mártir cristão do século III executado a 14 de fevereiro. Os historiadores discutem os pormenores da lenda, mas aceitam a existência de um ou mais mártires com esse nome.
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