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Dia de Reis 2027

Dia de Reis 2027 cai numa quarta-feira, 6 de janeiro de 2027, data comemorativa não feriada. Saiba mais abaixo sobre as tradições e a história desta data em Portugal.

Faltam 137 dias · Quarta-feira, 6 de janeiro de 2027

O Dia de Reis de 2027 cai a 6 de janeiro, quarta-feira. A data é fixa, doze dias depois do Natal, e não é feriado em Portugal, ao contrário do que sucede em Espanha, onde o dia é festivo e as crianças recebem então as prendas. Aqui fecha o ciclo natalício com o bolo-rei à mesa e as janeiras a percorrer as ruas. A seguir fica quem trabalha, o que se celebra e como se canta a época de norte a sul.

O essencial

Quando é

A 6 de janeiro, data fixa. Em 2027, quarta-feira.

É feriado

Não é feriado em Portugal. É dia útil, ao contrário de Espanha.

O que se faz

Fecha o Natal, com o bolo-rei à mesa e as janeiras de porta em porta.

Quando é o Dia de Reis

A Epifania marca-se sempre a 6 de janeiro. Só o dia da semana muda de ano para ano, já que a data em si nunca se desloca. Em 2027 calha a uma quarta-feira.

AnoDataDia da semana
20256 de janeirosegunda-feira
20266 de janeiroterça-feira
20276 de janeiroquarta-feira
20286 de janeiroquinta-feira
20296 de janeirosábado

É feriado o Dia de Reis?

Não. O 6 de janeiro não consta dos treze feriados obrigatórios do artigo 234.º do Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro), nem é feriado municipal generalizado. Os serviços, o comércio e as escolas abrem com horário normal, salvo quando a data calha a um fim de semana. É aqui que Portugal se afasta do vizinho. Em Espanha, o Día de Reyes é feriado nacional e a noite de 5 para 6 enche-se com a Cabalgata de Reyes, o desfile que existe desde 1885 e que anuncia a chegada dos Reis Magos às crianças.

A Epifania e o fecho dos doze dias de Natal

Epifania vem do grego epiphaneia, manifestação. A festa cristã celebra a manifestação de Jesus como Messias, revelada na visita dos Reis Magos ao Menino em Belém, guiados por uma estrela. A tradição posterior deu-lhes nome, Gaspar, Belchior e Baltasar, e ofertas de ouro, incenso e mirra. O dia encerra o ciclo natalício, os chamados doze dias de Natal que começam a 25 de dezembro. Por essa razão, a noite de 5 para 6 é conhecida como Noite de Reis, o momento em que a quadra chega ao fim.

Os símbolos da quadra de Reis

O Dia de Reis não se resume a uma mesa nem a um cântico. É um punhado de gestos que se repete de casa em casa e de terra em terra, uns para comer, outros para guardar, outros para cantar. Esta grelha reúne os principais e diz de que tipo é cada um.

SímboloTipoO que é
Bolo-reiDoceCoroa de massa fofa coberta de frutas cristalizadas, da consoada ao dia 6.
AletriaDoceFios finos de massa cozidos em leite, açúcar e canela, doce da Noite de Reis.
JeropigaDoceLicor de mosto com aguardente que corre nos convívios de charolas do Algarve.
A fava e o brindeTradiçãoOs dois achados escondidos na massa do bolo-rei, com sortes trocadas.
Tirar o presépioTradiçãoO gesto que fecha os doze dias de Natal na Noite de Reis.
Cantar as janeirasMúsicaGrupos de porta em porta a desejar bom ano, com viola e pandeireta.
Charolas do AlgarveMúsicaA versão algarvia dos cantares, com mais instrumentos à mistura.

O bolo-rei, a fava e a exceção que a lei manteve

O bolo-rei é a peça que delimita o calendário destas festas, presente da consoada ao Dia de Reis. Circular como uma coroa e coberto de frutas cristalizadas e frutos secos, tem origem documentada na Confeitaria Nacional de Lisboa por volta de 1869, a partir de uma receita trazida de Paris. No interior escondiam-se dois brindes de sorte. A quem saísse a fava seca cabia pagar o bolo do ano seguinte, e a quem saísse o pequeno brinde metálico augurava-se sorte para o ano.

Aqui entra um pormenor legal pouco conhecido, e que costuma ser contado ao contrário. O Decreto-Lei n.º 158/99, de 11 de maio, proibia vender géneros alimentícios com brindes lá dentro e abria uma exceção expressa ao bolo-rei, por razões de reconhecida tradição cultural. Esse diploma foi revogado pelo Decreto-Lei n.º 291/2001, de 20 de novembro, que passou a reger a matéria e já não traz a exceção do bolo-rei. Ou seja, a exceção existiu, mas deixou de existir em 2001. Em paralelo, muitas pastelarias deixaram de incluir o brinde metálico por precaução de segurança alimentar, uma opção do setor.

12dias de Natal que o 6 de janeiro encerra, a contar de 25 de dezembro
1869ano em que o bolo-rei surge na Confeitaria Nacional de Lisboa
1885ano em que arranca a Cabalgata de Reyes espanhola
7 jandia em que a quadra da Madeira, A Festa, ainda se prolonga

A mesa que fecha a quadra

O Dia de Reis reúne a família a uma última refeição da época, e a mesa repete boa parte da consoada. O bacalhau com batatas cozidas volta a ser o prato de reunião, sem o peso ritual que tem na noite de Natal, aqui mais como forma de fechar a quadra em família do que como obrigação. A seguir chegam os doces, e é neles que o dia se distingue. Além do bolo-rei, corta-se a aletria, um doce de origem mourisca feito de finos fios de massa cozidos em leite, açúcar, casca de limão e canela, e ainda o pão de ló, as rabanadas e os sonhos que sobraram da quadra. No Algarve, junta-se a jeropiga aos cantares, o licor doce de mosto com aguardente que aquece os convívios de charolas.

Cantar as janeiras de porta em porta

A tradição viva mais forte da época é cantar as janeiras, também dita cantar os reis. Grupos com pandeireta, viola, acordeão e outros instrumentos vão de porta em porta a anunciar o nascimento de Jesus e a desejar bom ano, recebendo em troca frutos secos, bolos, vinho ou algum dinheiro. O costume tem dupla raiz, uma pagã ligada ao culto romano de Jano, o deus que fechava o ano velho e abria o novo, outra cristã ligada à Epifania. No mundo rural, janeiro era mês parado no campo, e cantar de casa em casa servia também para juntar mantimentos. Não se cantam só a 1 de janeiro, como às vezes se pensa. A tradição estende-se de 1 a 6 de janeiro, e por vezes por todo o mês, com o seu ponto alto e o seu fecho simbólico precisamente no Dia de Reis.

As charolas do Algarve

No Algarve, a mesma raiz dá as charolas, mais comuns no sotavento, a leste, do que no barlavento, a oeste. Enquanto as janeiras guardam os hinos antigos, as charolas ousam mais na instrumentação. Ao acordeão, às castanholas e às pandeiretas juntam por vezes saxofone, clarinete, trompete, violas, banjos e até violino. Os ensaios apertam a partir de novembro para os encontros que enchem a região no Dia de Reis, com tradição documentada em Quarteira, Albufeira, Portimão e Alcantarilha. Nesses convívios corre a jeropiga, que acompanha os cantares e a partilha de bolo-rei.

Onde se cantam os Reis, região a região

A mesma quadra soa diferente conforme a terra. No Norte e nas Beiras guardam-se os cânticos mais antigos das janeiras; no Algarve, as charolas abrem-se a instrumentos que as janeiras clássicas não conhecem. Este é o retrato da tradição por região.

RegiãoComo se cantaOnde é mais forte
Norte e BeirasJaneiras clássicas, com hinos tradicionais e instrumentos de sempreAldeias e vilas do interior, em contexto rural
Algarve (sotavento)Charolas, com mais instrumentos à mistura e maior inovaçãoQuarteira, Albufeira, Portimão e Alcantarilha
MadeiraA quadra, ali chamada A Festa, ainda se estende até 7 de janeiroTodo o arquipélago, com o ciclo mais longo do país

A história do Dia de Reis ao longo do tempo

A festa é antiga, mas alguns dos seus marcos mais conhecidos têm data certa. O bolo-rei que hoje coroa a mesa é do século XIX, e o grande desfile espanhol que marca a diferença com Portugal nasceu poucos anos depois.

1869Surge o bolo-rei na Confeitaria Nacional de Lisboa, a partir de uma receita trazida de Paris.
1885Arranca em Espanha a Cabalgata de Reyes, o desfile da noite de 5 para 6 de janeiro.
1999O Decreto-Lei n.º 158/99 proíbe brindes em alimentos, mas abre exceção ao bolo-rei. É revogado em 2001.

Tirar o presépio na Noite de Reis

Há um gesto caseiro que muitos ligam a este dia, o de desmontar a árvore e o presépio na Noite de Reis. A ideia é que o 6 de janeiro fecha os doze dias de Natal, e por isso faria sentido arrumar então os enfeites, com a crença de que fazê-lo antes ou muito depois quebraria o ciclo. Convém dizer que se trata de uma crença popular de raiz católica, seguida por muitas famílias, e não de uma regra litúrgica fixada em Portugal. Quem quiser guardar os enfeites mais cedo ou mais tarde não infringe norma nenhuma.

Portugal e Espanha vivem os Reis ao contrário

A comparação com Espanha ajuda a perceber o lugar da data em Portugal. Do lado espanhol, o 6 de janeiro é o grande dia da quadra. É feriado, é quando as crianças abrem as prendas dos Reis Magos e é a noite mais esperada, com a Cabalgata a desfilar pelas cidades. Do lado português, as prendas dão-se no dia de Natal, a 25 de dezembro, e o 6 de janeiro reserva-se para uma refeição de família e para os cantares que encerram o ciclo. Duas fronteiras a par, dois calendários afetivos diferentes.

Na Madeira, o Natal ainda vai além do dia 6

Quanto ao estatuto, o 6 de janeiro não é feriado em parte alguma do território português, nem no continente, nem nos Açores, nem na Madeira. Mas há um lugar onde a época se estica mais. Na Madeira, a quadra natalícia, ali chamada A Festa, prolonga-se tradicionalmente até 7 de janeiro, um dia depois do Dia de Reis, o que faz da região aquela com o ciclo festivo mais longo do país à volta desta data. Enquanto no continente as janeiras encerram a época a 6, o arquipélago concede-lhe ainda mais um dia.

Ideias trocadas sobre o Dia de Reis

A confusão mais frequente é supor que o 6 de janeiro é feriado em Portugal por o ser em Espanha. Não é, e por isso o dia de trabalho corre normal. Segue-se a ideia de que as prendas se dariam agora, à espanhola, quando em Portugal elas pertencem ao Natal. E há o mito de que o bolo-rei já não pode levar fava por lei. O que a lei fez foi o oposto, deu ao bolo-rei uma exceção expressa, e a rareza do brinde metálico deve-se a cautela das pastelarias, não a proibição.

O Dia de Reis no calendário

O Dia de Reis chega no arranque do ano, a 6 de janeiro, ainda no fundo do inverno, e fecha os doze dias que se contam desde o Natal. A roda do ano mostra este ponto de partida, com o ciclo natalício a dar lugar ao resto do ano.

Dia de Reis cai no inverno, em 6 de janeiro de 2027.

JANFEVMARABRMAIJUNJULAGOSETOUTNOVDEZ6 JANInverno
PrimaveraVerãoOutonoInverno

Perguntas frequentes sobre o Dia de Reis

O Dia de Reis é feriado em Portugal em 2027?

Não. O Dia de Reis, a 6 de janeiro, é uma data comemorativa e não consta dos treze feriados obrigatórios do artigo 234.º do Código do Trabalho. Trabalha-se e estuda-se com horário normal, salvo quando calha a um fim de semana.

Porque é que o Dia de Reis é feriado em Espanha e não em Portugal?

Em Espanha o 6 de janeiro é feriado nacional e é o dia em que as crianças recebem as prendas dos Reis Magos. Em Portugal as prendas dão-se no Natal e o Dia de Reis nunca entrou na lista legal de feriados, ficando como data de tradição familiar.

Em que dia cai sempre o Dia de Reis?

O Dia de Reis é a 6 de janeiro, data fixa. Apenas o dia da semana muda de ano para ano.

O que se canta no Dia de Reis?

Cantam-se as janeiras, também ditas cantar os reis, de porta em porta, com pandeireta, viola e acordeão. No Algarve a mesma tradição toma a forma das charolas, com encontros documentados em Quarteira, Albufeira, Portimão e Alcantarilha.

Qual é a diferença entre as janeiras e as charolas?

As janeiras, mais fortes no Norte e nas Beiras, guardam os hinos tradicionais e os instrumentos de sempre. As charolas são a versão algarvia, mais aberta à inovação, que junta ao acordeão e às pandeiretas instrumentos como o saxofone, o clarinete ou o violino.

Ainda se pode pôr a fava no bolo-rei?

A exceção legal que muita gente cita já não está em vigor. Ela vinha do Decreto-Lei n.º 158/99, de 11 de maio, revogado pelo Decreto-Lei n.º 291/2001, de 20 de novembro, que rege hoje os géneros alimentícios com brindes e não repete a exceção do bolo-rei. Para saber o que uma pastelaria pode ou não pôr dentro do bolo hoje, a fonte a consultar é esse diploma de 2001 e as regras de segurança alimentar, não o de 1999. O brinde metálico tornou-se raro por precaução das pastelarias.

Qual é a origem do bolo-rei?

O bolo-rei tem origem documentada na Confeitaria Nacional de Lisboa, por volta de 1869, a partir de uma receita trazida de Paris. A forma redonda e as frutas cristalizadas evocam a coroa e as ofertas dos Reis Magos.

O que se come no Dia de Reis além do bolo-rei?

À mesa do Dia de Reis costuma voltar o bacalhau com batatas cozidas como prato de reunião, seguido dos doces da quadra, como a aletria, o pão de ló, as rabanadas e os sonhos. No Algarve junta-se a jeropiga aos cantares.

Porque se desmonta o presépio no Dia de Reis?

O 6 de janeiro fecha os doze dias de Natal, e por isso há a crença popular de desmontar nessa noite a árvore e o presépio. É um costume de raiz católica que muitas famílias seguem, sem corresponder a uma regra litúrgica fixada em Portugal.

Próximas datas de Dia de Reis

2027 6 janeiro quarta-feira
2028 6 janeiro quinta-feira
2029 6 janeiro sábado
2030 6 janeiro domingo
2031 6 janeiro segunda-feira
2032 6 janeiro terça-feira

Sobre Dia de Reis

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