Outono 2026
Outono 2026 começa numa quarta-feira, 23 de setembro de 2026, início astronómico da estação. Veja mais abaixo as tradições e atividades típicas da estação.
O outono de 2026 começa a 23 de setembro, no equinócio de setembro, em Portugal continental. Não é feriado, é o instante em que o dia volta a igualar a noite e, a partir daí, no hemisfério norte, as noites passam a ser mais longas do que os dias. É a estação do regresso às aulas, das primeiras chuvas depois do verão seco e das vindimas, a única do ano que atravessa as duas horas legais do país, e a que traz o verão de São Martinho e a apanha da castanha. A barra de progresso mostra em que ponto da estação estamos e quantos dias faltam para o fim.
O essencial em três linhas
Quando começa
A 23 de setembro de 2026, no equinócio de setembro, em hora legal de Lisboa.
É feriado
Não. O início do outono é um marco astronómico, e não uma data que dê folga.
O que marca a estação
O regresso das chuvas atlânticas, a mudança para a hora de inverno e as vindimas do norte.
Quando começa e quando acaba o outono
O outono abre no equinócio de setembro e fecha no solstício de dezembro. A data e a hora do início são calculadas a partir das efemérides astronómicas, em hora legal de Lisboa. Os valores de referência abaixo estão confirmados a partir do Instituto de Mecânica Celeste francês (IMCCE) e do Observatório Naval dos Estados Unidos (USNO). Como o país ainda está em hora de verão no arranque da estação, a hora de Lisboa corresponde a UTC mais uma hora. A conta decrescente para o próximo outono aparece na barra de progresso, no topo desta página.
| Ano | Início (equinócio de setembro) | Hora de Lisboa |
|---|---|---|
| 2025 | 22 de setembro | 19h19 |
| 2026 | 23 de setembro | 01h05 |
| 2027 | 23 de setembro | 07h01 |
Como mostra a tabela, o outono não começa sempre no mesmo dia, salta entre 22 e 23 de setembro. A razão é o ano trópico, o intervalo entre dois equinócios, que dura cerca de 365,2422 dias e não um número inteiro. Esse quarto de dia a mais faz o instante do equinócio deslizar ano após ano, e os anos bissextos corrigem a maior parte do desvio sem o apagarem por completo. Por isso a ideia escolar de que a estação entra sempre a 21 é uma simplificação já desatualizada.
Há ainda duas contagens que convém não confundir. O outono astronómico é o do equinócio, que Portugal segue, como quase toda a Europa. O outono meteorológico é o trimestre fixo de 1 de setembro a 30 de novembro, usado pela Organização Meteorológica Mundial e pelos serviços de clima para comparar anos entre si com um calendário estável. São réguas diferentes para a mesma estação, e ambas estão certas dentro da sua lógica.
O clima do outono, região a região
O motor do tempo português tem nome, o anticiclone dos Açores, uma massa de ar subtropical que regula o clima ao longo do ano. No verão, forma uma crista sobre o país e afasta as nuvens. No outono, recua para sul e abre caminho às depressões e às frentes que chegam do Atlântico. É essa retirada, mais do que qualquer outra coisa, que explica o regresso da chuva depois do verão seco, primeiro e com mais força a norte, e mais tarde no sul. O número diz tudo. Em Lisboa, agosto tem em média apenas 5,4 milímetros de chuva, mas outubro salta para 110,6 milímetros e torna-se o mês mais chuvoso do ano, segundo as normais climatológicas de 1991 a 2020 do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Valores representativos das Normais Climatológicas do IPMA (1991-2020); cidade de referência por região. Selecione a estação e clique numa região.
O outono revela o maior contraste do clima português, o fosso entre o noroeste húmido e o sul seco. O litoral norte, em torno do Porto, recebe cerca de 1.147 milímetros de chuva por ano, enquanto Faro, no sotavento algarvio, fica pelos 455 milímetros, menos de metade. No interior, o arrefecimento é mais rápido do que no litoral suavizado pelo mar, e em Bragança, a mais de seiscentos metros de altitude, a época das geadas abre já em outubro. As manhãs de nevoeiro, comuns nos vales do interior e no litoral oeste, são outra assinatura da estação. Nos arquipélagos, o outono abre a época das chuvas, que nos Açores se estende sobretudo de outubro a fevereiro, sem quebrar o clima ameno que ali quase apaga a diferença entre estações.
Os cinco climas de Portugal no outono
Portugal é pequeno, mas cabem nele vários climas. No outono, essa variedade fica bem à vista, com o noroeste já debaixo de chuva enquanto o sul ainda vive tardes de verão. Estes são os cinco grandes retratos da estação.
| Clima | Onde | Cidade típica | O outono aqui |
|---|---|---|---|
| Atlântico do norte | Minho e litoral norte | Porto | As primeiras tempestades atlânticas chegam cedo, a chuva regressa com força e caem as folhas. |
| Continental do interior | Trás-os-Montes, Beira interior e Alentejo interior | Bragança | Arrefece depressa, a amplitude térmica é grande e as primeiras geadas surgem logo em outubro. |
| Mediterrânico do sul | Algarve e litoral alentejano | Faro | Ainda ameno e com tardes quentes, a chuva a sério só costuma chegar em novembro. |
| Atlântico das ilhas | Açores e Madeira | Ponta Delgada e Funchal | Temperado o ano inteiro, começam os meses mais chuvosos, sem frio de continente. |
| De montanha | Serra da Estrela e terras altas | Guarda | Frio de altitude, com a primeira neve possível na Serra da Estrela já em outubro. |
Insolação, horas de luz e índice UV
A grande mudança do outono é a luz. A partir do equinócio, o dia encurta a olhos vistos, um minuto após outro. À entrada da estação, em Lisboa, o dia dura cerca de doze horas, iguais à noite, mas até ao solstício de dezembro cai para pouco mais de nove horas e meia. Quanto mais a norte, maior o corte, e o Porto perde ainda mais luz de tarde do que a capital. As ilhas, mais a sul, guardam dias um pouco mais equilibrados.
Com a luz, desce também o risco solar. O índice ultravioleta do IPMA, que no verão trepa a valores muito elevados, recua ao longo do outono de valores elevados em outubro para valores moderados em novembro, num sul que se mantém sempre um degrau acima do norte.
| Cidade | Nascer do sol | Pôr do sol | Duração do dia | Índice UV ao meio-dia |
|---|---|---|---|---|
| Porto | 07h10 | 17h25 | 10h15 | 4 Moderado |
| Bragança | 07h04 | 17h16 | 10h12 | 4 Moderado |
| Lisboa | 07h07 | 17h32 | 10h24 | 4 Moderado |
| Faro | 06h59 | 17h30 | 10h30 | 5 Moderado |
| Funchal | 07h28 | 18h13 | 10h45 | 5 Moderado |
| Ponta Delgada | 07h12 | 17h40 | 10h28 | 4 Moderado |
O nascer e o pôr do sol e a duração do dia são calculados para 5 de novembro, o meio da estação, na hora local de cada cidade, com os Açores uma hora atrás do continente. O índice ultravioleta é o valor típico de céu limpo ao meio-dia solar na escala do IPMA, não uma previsão, já que o valor real do dia depende das nuvens, do ozono e da altitude, e sobe de norte para sul e do inverno para o verão. Fontes, cálculo astronómico para o Sol e IPMA para a escala e o padrão do índice ultravioleta.
O gráfico seguinte mostra, mês a mês, como a temperatura e a chuva de Lisboa desenham a estação, do fim do verão seco à chuva de outubro e novembro.
Valores médios aproximados (referência IPMA 1991-2020). Para a normal climatológica oficial, consulte o IPMA, estação Lisboa (Geofísico). Descreve o clima histórico, não é previsão do tempo.
O que acontece em Portugal nesta estação
O outono põe o país inteiro em movimento, do campo ao mar. Enquanto o norte vindima e apanha a castanha, o sul começa a azeitona e o interior enche-se de cogumelos. Estes cartões reúnem o que marca a estação, com a fonte de cada facto.
No meio da chegada do frio, o outono guarda uma trégua muito portuguesa, o verão de São Martinho. Por volta de 11 de novembro costuma regressar um punhado de dias secos, estáveis e soalheiros, quando o anticiclone volta a estender-se sobre a Península Ibérica e afasta a chuva. Não é lenda, corresponde a uma situação atmosférica real, mas não é garantido todos os anos e a sua intensidade varia. É também no outono, a partir de 1 de setembro, que abre a época de nomeação das tempestades atlânticas, gerida pelo IPMA em conjunto com os serviços de meteorologia de Espanha, França e outros países do sudoeste da Europa.
O que muda na rotina quando o outono chega
Para milhões de famílias, o outono é antes de mais o regresso às aulas. O ano letivo arranca tipicamente a meio de setembro, poucos dias antes do equinócio, e traz de volta as rotinas, os horários e o trânsito das cidades. À mesa, o arrefecimento repõe as sopas quentes e os cozidos, com o caldo verde, de couve fina e chouriço, a voltar aos menus à medida que as noites esfriam. Em casa, saem os edredões e as mantas, e o fim da tarde, que com a mudança de hora passa a escurecer mais cedo, muda o ritmo dos dias.
O que o outono traz de bom. Tempo mais fresco para caminhar e passear, ar limpo depois das primeiras chuvas, a época das vindimas e do enoturismo no Douro, castanhas e vinho novo no magusto, e o fim do calor extremo e do maior risco de incêndio do verão.
O que pede cuidado. As primeiras chuvas fortes e o nevoeiro tornam a condução mais exigente, o escurecer mais cedo encurta os passeios ao ar livre, e a mudança de tempo e de horário costuma pesar no sono e no ânimo nos primeiros dias.
Diferenças entre o outono e a primavera
O outono e a primavera são as duas estações do equinócio, quando o dia e a noite quase se igualam. Parecem-se, mas caminham em sentidos opostos. Uma abre a porta ao frio, a outra ao calor.
| Outono | Primavera | |
|---|---|---|
| Marco astronómico | Equinócio de setembro | Equinócio de março |
| Os dias | Encurtam rumo ao inverno | Alongam rumo ao verão |
| O tempo | A chuva atlântica regressa | A chuva vai diminuindo |
| No campo | Vindima, castanha e azeitona | Floração, favas e ervilhas |
| Mudança de hora | Para a hora de inverno, em outubro | Para a hora de verão, em março |
| A sensação | Arrefece e recolhe-se | Aquece e sai-se de casa |
Onde ir em Portugal no outono
É uma das melhores estações para viajar dentro do país. O calor extremo passou, as multidões do verão dispersaram e a paisagem entra na sua fase mais colorida. Estas são algumas sugestões da estação.
| Destino | Região | Porquê no outono |
|---|---|---|
| Vale do Douro | Douro | A vindima e as encostas de socalcos a mudarem de verde para ouro e vermelho. |
| Trás-os-Montes | Terra Fria | Os soutos da Padrela, a apanha da castanha e os magustos de aldeia. |
| Serra da Estrela | Centro | Cogumelos silvestres, cores de outono e a possibilidade da primeira neve. |
| Termas do centro e norte | São Pedro do Sul, Gerês | A tradição das águas quentes ganha sentido quando o tempo arrefece. |
Frutas e gastronomia do outono
Nenhuma estação enche tanto o cesto português como o outono. É o tempo da castanha e da uva, mas também do marmelo, do kiwi do noroeste e dos cogumelos silvestres, sem esquecer a caça, que abre época e leva ao prato o javali, o coelho e a perdiz. Na cozinha, é o regresso do caldo verde, das sopas encorpadas e das castanhas assadas ao lume, provadas com o vinho novo em torno do São Martinho.
O calendário agrícola do outono
No campo, o outono é ao mesmo tempo colheita e sementeira. Colhe-se o que o ano deu, das uvas às castanhas, e semeia-se o pão que só se ceifará no verão seguinte. Esta matriz resume o que anda a acontecer nas principais culturas, mês a mês.
| Cultura | Região | Setembro | Outubro | Novembro |
|---|---|---|---|---|
| Uva (vindima) | Douro e Dão | Colhe | Colhe | – |
| Castanha | Trás-os-Montes | – | Apanha | Apanha |
| Kiwi | Entre Douro e Minho | – | Colhe | Colhe |
| Cogumelos silvestres | Trás-os-Montes e Beira Baixa | – | Apanha | Apanha |
| Azeitona | Alentejo | – | – | Apanha |
| Cereais de outono (trigo, centeio) | Alentejo e Beiras | Semeia | Semeia | Semeia |
| Hortícolas de inverno (couve, grelos) | Todo o país | Semeia | Semeia | – |
É também em outubro que os rebanhos descem da Serra da Estrela para os vales, fechando o ciclo da transumância que os levara à serra na primavera. E no fim da estação arranca a grande campanha da azeitona, que atravessa o inverno inteiro e faz do país um dos maiores produtores de azeite do mundo.
Festas e tradições do outono
O ponto alto festivo da estação chega a 11 de novembro, com o São Martinho e o magusto, as castanhas assadas e o vinho novo em torno da fogueira. O nome vem da lenda de São Martinho de Tours, o soldado romano que partiu a capa ao meio para cobrir um mendigo, e o bom tempo que se seguiu foi lido como recompensa do gesto. Tudo isto fica detalhado na página do Magusto. Antes dele, a 1 de novembro, celebra-se o Pão por Deus, quando as crianças batem às portas a pedir o saco, uma tradição bem portuguesa e anterior às festas importadas do fim de outubro.
A vindima é a outra grande tradição da estação. No Vale do Douro, em terras da Régua, do Pinhão e de Alijó, a apanha manual, cesto a cesto, mantém-se em muitas quintas como experiência de enoturismo, herança de uma tradição secular. É o berço do vinho do Porto, e o Alto Douro Vinhateiro foi classificado Património Mundial pela UNESCO em 2001. Por todo o interior, o outono é ainda tempo de feiras de outono, de mostras da castanha e de festas do vinho novo que enchem as praças das aldeias.
Cuidados práticos no outono
A estação pede alguns ajustes, sobretudo na estrada e no relógio. Depois de um verão seco, o primeiro piso molhado é dos mais perigosos do ano, e o nevoeiro dos vales do interior reduz a visibilidade sem aviso.
Na condução, a primeira chuva depois do verão levanta as gorduras acumuladas no asfalto e torna o piso muito escorregadio, por isso convém reduzir a velocidade e aumentar a distância. No nevoeiro, usam-se os médios e o farol de nevoeiro, nunca os máximos, que reduzem ainda mais a visibilidade. E no último domingo de outubro muda a hora, a madrugada ganha sessenta minutos e o fim da tarde passa a escurecer mais cedo, uma boa altura para verificar as luzes e os travões do carro. O calendário exato da troca fica na página da mudança de hora.
O outono no calendário do ano
No equinócio de setembro, o Sol atravessa o plano do equador celeste e a sua declinação passa por zero, desta vez no sentido de norte para sul. O dia e a noite ficam com duração muito próxima em quase toda a Terra. A causa é sempre a mesma inclinação do eixo terrestre, de cerca de 23,44 graus, que ao longo do ano muda o ângulo com que a luz chega a cada hemisfério. Depois deste ponto, no hemisfério norte, o Sol nasce cada vez mais tarde e põe-se cada vez mais cedo, até ao dia mais curto, no solstício de dezembro. A roda do ano mostra onde estamos, e o diagrama ao lado explica porque o equinócio iguala o dia e a noite.
A igualdade entre dia e noite é aproximada, não exata. O dia costuma ganhar alguns minutos de luz, porque o Sol é visto como um disco e não como um ponto, e porque a refração atmosférica levanta a sua posição aparente junto ao horizonte, adiantando o nascer e atrasando o pôr. Ao dia de igualdade perfeita entre luz e escuridão os astrónomos chamam equilux, e ele ocorre num dia próximo, mas distinto, do equinócio, variando com a latitude.
Factos e curiosidades do outono
O outono é a única estação com dois relógios, porque começa em hora de verão e passa a hora de inverno no último domingo de outubro. O cheiro a terra molhada das primeiras chuvas tem nome de ciência, petricor. E a crença de que as cegonhas só voltam na primavera é falsa, a maioria das adultas já cá está entre novembro e janeiro, e muitas já nem migram, fixando-se em Portugal o ano inteiro, sobretudo a sul do Tejo.
Perguntas frequentes sobre o outono
Quando começa o outono em 2026?
O outono de 2026 começa a 23 de setembro, no equinócio de setembro, em hora legal de Lisboa. Como os Açores estão sempre uma hora atrás do continente, aí o momento conta-se uma hora mais cedo.
O outono é feriado em Portugal?
Não. O início do outono é um marco astronómico e não consta dos feriados nacionais do artigo 234.º do Código do Trabalho. Trabalha-se e estuda-se com normalidade.
Porque cai o outono umas vezes a 22 e outras a 23 de setembro?
Porque o instante do equinócio de setembro muda de ano para ano. O ano trópico dura cerca de 365,2422 dias, e não um número inteiro, o que faz a data deslizar. Os anos bissextos corrigem quase todo o desvio e mantêm o equinócio entre 22 e 23 de setembro.
Qual a diferença entre o outono astronómico e o meteorológico?
O outono astronómico começa no equinócio de setembro, em data variável, e é o que Portugal usa. O outono meteorológico é o trimestre fixo de 1 de setembro a 30 de novembro, adotado pela Organização Meteorológica Mundial para comparar anos com um calendário estável.
Quando muda a hora no outono?
A mudança de hora do outono ocorre no último domingo de outubro. A hora legal recua sessenta minutos e entra-se na hora de inverno. As 2h00 do continente e da Madeira voltam a ser 1h00 e, nos Açores, a 1h00 volta a 0h00. O calendário ano a ano fica na página da mudança de hora.
Porque chove mais no outono em Portugal?
Porque o anticiclone dos Açores, que no verão afasta a chuva, recua para sul no outono e deixa entrar as depressões atlânticas. Em Lisboa, a chuva média sobe de 5,4 milímetros em agosto para 110,6 milímetros em outubro, o mês mais chuvoso, segundo as normais do IPMA.
O verão de São Martinho acontece todos os anos?
Não é garantido. O verão de São Martinho é um padrão real de tempo seco e soalheiro à volta de 11 de novembro, ligado a uma situação de anticiclone sobre a Península Ibérica, mas a sua ocorrência e intensidade variam de ano para ano.
Porque é o outono a estação das vindimas?
Porque a colheita das uvas se concentra entre o final do verão e o início do outono. No norte, no Douro e no Vinho Verde, a vindima tende a fazer-se entre setembro e outubro, já com o outono a entrar, com apanha manual em muitas quintas do Douro.
O que se colhe no campo português no outono?
No outono colhem-se as uvas da vindima, os cogumelos silvestres de Trás-os-Montes, a castanha e o kiwi do noroeste, e começa a apanha da azeitona. Semeiam-se também os cereais de outono e inverno, como o trigo e o centeio.
É verdade que as cegonhas só voltam na primavera?
Não. A maioria das cegonhas adultas já está em Portugal no outono e no início do inverno, entre novembro e janeiro, e muitas já nem migram. Só as cegonhas juvenis chegam de facto na primavera, atrasadas na primeira viagem.
O dia do equinócio de setembro tem mesmo doze horas de dia e doze de noite?
Não exatamente. Por o Sol ser visto como um disco e pela refração atmosférica, o dia costuma ter alguns minutos de luz a mais. A igualdade perfeita ocorre num dia próximo, o equilux, que varia com a latitude.
O outono começa à mesma hora em todo o país?
Não. O continente e a Madeira partilham a hora legal, por isso começa à mesma hora. Nos Açores, uma hora atrás, o mesmo instante do equinócio ocorre uma hora mais cedo no relógio local.
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Segunda-feira, 21 de dezembro de 2026
Solstício de dezembro, o dia mais curto do ano e o início do inverno.
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Primavera
Sábado, 20 de março de 2027
Equinócio de março, o início astronómico da primavera em Portugal.
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Esta página serve para Outono, ou seja, conhecer as datas exatas de Outono (equinócio ou solstício astronómico). A referência oficial é efemérides astronómicas (cálculo do equinócio e do solstício), em hora legal de Lisboa.
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