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Verão 2027

Verão 2027 começa numa segunda-feira, 21 de junho de 2027, início astronómico da estação. Veja mais abaixo as tradições e atividades típicas da estação.

Faltam 257 dias · Segunda-feira, 21 de junho de 2027

O verão de 2027 começa a 21 de junho, no solstício, em Portugal continental. Não é feriado, é o dia mais longo do ano no hemisfério norte, o ponto em que o Sol atinge a maior altura ao meio-dia, e o arranque da estação mais quente, que se prolonga até ao equinócio de setembro. É o tempo das praias e dos arraiais, mas também o do calor que aperta no interior, das ondas de calor do Alentejo, da ceifa e da vindima, do descortiçamento dos sobreiros e da sardinha nos Santos Populares. A seguir fica a hora exata do início, o retrato do calor de norte a sul com as normais climatológicas, a surpresa da água do mar fria, o que se colhe no campo e o calendário que enche estes meses.

O essencial

Quando começa

A 21 de junho de 2027, no solstício, em hora de Lisboa. Nos Açores conta-se uma hora mais cedo.

É feriado

Não. O início do verão é um marco astronómico e não dá folga.

O que o define

O dia mais longo do ano, calor e seca no continente e a época balnear.

O próximo verão começa em 257 dias0%
de 21 de junho de 2027 a 22 de setembro de 2027
21 de junho de 202722 de setembro de 2027

Quando começa e quando acaba o verão

O verão abre no solstício de junho e fecha no equinócio de setembro. A data e a hora do início são calculadas a partir das efemérides astronómicas, em hora legal de Lisboa, e não escritas à mão. Como o país já está em hora de verão nesta altura, a hora de Lisboa corresponde ao Tempo Universal Coordenado mais uma hora.

AnoInício (solstício de junho)Hora de Lisboa
202521 de junho03h42
202621 de junho09h25
202721 de junho15h11

O solstício de junho e os dois verões que não coincidem

Convém distinguir dois verões. O astronómico é o do solstício, que aqui se segue e que Portugal adota, como quase toda a Europa. O meteorológico, que a Organização Meteorológica Mundial e os serviços de clima usam para comparar anos com um calendário fixo, é o trimestre de 1 de junho a 31 de agosto, os três meses estatisticamente mais quentes. A ideia de que o verão começa sempre no dia 21 é imprecisa. O solstício de junho tem calhado ao dia 20 ou 21, conforme o ano, porque o ano trópico dura cerca de 365,2422 dias e o instante desliza de ano para ano, apesar da correção dos anos bissextos.

Quantos dias faltam para o verão

A barra acima conta ao vivo. Durante a estação, mostra a fatia já vencida e os dias que faltam para o equinócio de setembro; fora dela, indica os dias que faltam até ao próximo solstício de junho. Nada nesta página está cravado, os números atualizam-se sozinhos a cada visita. No total, o verão dura cerca de três meses, à volta de noventa e três dias, e é a estação que abre com o dia de mais luz de todo o ano.

O calor do verão de norte a sul

No verão, o anticiclone dos Açores, a grande massa de ar subtropical que comanda o tempo em Portugal, forma uma crista sobre o país. É esse fio condutor que traz o céu limpo, a ausência de chuva e as temperaturas altas, e que ao mesmo tempo alimenta a nortada, o vento de norte que sopra na costa oeste. O calor é bem mais duro no interior do que no litoral, que o mar mantém fresco. Selecione a estação e clique numa região no mapa para ver as normais climatológicas de cada zona do país.

friocalor
Grande Lisboa
Verão · ref. Lisboa
Temperatura típica
17° min · 29° max
Chuva no mês (mm)
7 mm
calor seco, quase sem chuva, cerca de 5 mm em agosto

Valores representativos das Normais Climatológicas (1991-2020); cidade de referência por região. Selecione a estação e clique numa região.

Horas de luz por cidade no dia do solstício, 21 de junho de 2027
Porto (Norte)15h09
Lisboa (Centro)14h53
Faro (Sul)14h43
Funchal (Madeira)14h18
Do nascer ao pôr do sol, contando o disco do Sol e a refração do ar. Quanto mais a norte, maior a diferença entre o dia e a noite nesta estação.
47,3 °Crecorde de calor do continente, na Amareleja, em 2003
33,5 °Cmáxima média de agosto em Évora, no Alentejo (normais climatológicas)
5,4 mmchuva de agosto em Lisboa, um verão quase sem chuva (normais climatológicas)
14h53horas de luz no solstício em Lisboa, do nascer ao pôr do sol, o máximo do ano

O interior do Alentejo é o forno do país. Em Évora, a máxima média de agosto chega aos 33,5 graus, e as estações do Baixo Alentejo passam com frequência dos 40 nos dias mais quentes. O interior norte e centro, em Bragança, na Guarda ou no Vale do Douro, também aquece muito de dia, mas guarda noites bem mais frescas por causa da altitude. Já o litoral vive um verão mais suave, com o Porto raramente muito além dos 25 graus e Lisboa na casa dos 28 a 29 de máxima média em julho e agosto. O IPMA tem uma definição precisa de onda de calor, um período de pelo menos seis dias seguidos em que a máxima diária ultrapassa em 5 graus a média das máximas do respetivo mês, e é em junho que ocorrem com maior frequência no continente. Nos arquipélagos, os Açores, de clima oceânico, e a Madeira, subtropical e amena, escapam em regra ao verão escaldante do interior.

O gráfico seguinte mostra o ano climático de Lisboa mês a mês, com a temperatura e a chuva médias das normais climatológicas. O verão salta à vista, um bloco de calor com a chuva quase a zero em julho e agosto.

Valores médios aproximados (normais climatológicas 1991-2020). Descreve o clima histórico, não é previsão do tempo.

Os cinco climas de Portugal no verão

Portugal cabe num único tipo geral, o clima temperado de verão seco a que os cientistas chamam mediterrânico, mas o território divide-se, na prática, em cinco ambientes distintos. É no verão que as diferenças entre eles atingem o máximo, do forno do interior sul ao litoral fresco do noroeste.

ClimaOndeMarca do verão
Atlântico do noroesteMinho, Porto, litoral norteVerão ameno, nortada e nevoeiro matinal na costa
Continental do interiorTrás-os-Montes, Beiras, Alto DouroDias muito quentes e noites frescas, grande amplitude
Mediterrânico do sulAlentejo e AlgarveCalor seco e intenso, o recorde nacional na Amareleja
Oceânico das ilhasAçores e MadeiraQuente sem excessos, sem as ondas de calor do continente
De montanhaSerra da Estrela e terras altasDias quentes ao sol, noites frias de altitude

A fronteira entre o interior seco e o litoral fresco corre grosso modo ao longo do sistema montanhoso que separa o Douro da Estrela. A norte e no litoral, o mar suaviza os extremos e o ar é atlântico; a sul e no interior, o carácter mediterrânico fica bem vincado, e é aí que nascem os grandes calores do verão português.

Horas de luz, insolação e índice ultravioleta

O verão abre com o dia mais longo do ano. No solstício, Lisboa tem cerca de catorze horas e cinquenta e cinco minutos de luz e o Porto, mais a norte, ronda as quinze horas e onze minutos, sempre um pouco mais do que Lisboa. Depois do solstício, os dias começam lentamente a encurtar, mas o calor ainda sobe durante semanas, por inércia térmica, porque o mar e a atmosfera continuam a acumular energia mesmo depois de a radiação solar ter atingido o máximo. É por isso que o dia com mais luz não é o dia mais quente.

A insolação também é desigual. O Algarve e o Alentejo somam muito mais horas de sol do que o noroeste, por terem menos nuvens e quase nenhuma chuva no verão, o que ajuda a explicar o calor seco do sul face ao ar mais húmido e ameno do litoral norte.

No verão, o índice ultravioleta, que mede o risco da radiação solar, situa-se quase sempre em nove ou dez, o nível muito elevado, e pode chegar a extremo em dias de céu limpo no interior e no sul. As recomendações oficiais para esses níveis são usar óculos com filtro ultravioleta, chapéu e roupa que cubra a pele, aplicar protetor solar, procurar a sombra nas horas de maior sol e evitar a exposição das crianças. É simples de seguir e faz diferença ao longo de uma estação inteira de praia e ar livre.

1-2 baixo3-5 moderado6-7 elevado8-10 muito elevado11+ extremo
CidadeNascer do solPôr do solDuração do diaÍndice UV ao meio-dia (céu limpo, ozono médio)
Porto06h3420h4614h129 Muito elevado
Bragança06h2520h4114h169 Muito elevado
Lisboa06h4120h4314h029 Muito elevado
Faro06h4020h3513h559 Muito elevado
Funchal07h2421h0313h3910 Muito elevado
Ponta Delgada06h5020h4713h579 Muito elevado

O nascer e o pôr do sol e a duração do dia são calculados para 5 de agosto, o meio da estação, na hora local de cada cidade, com os Açores uma hora atrás do continente. O índice ultravioleta é calculado para céu limpo ao meio-dia solar da mesma data, com a fórmula do TEMIS e o ozono médio de 2016 a 2025 para esse dia, e lido na escala do IPMA. Não é uma previsão: o valor real do dia depende das nuvens e do ozono desse dia, e sobe de norte para sul e do inverno para o verão.

O que acontece em Portugal no verão

O verão é a estação da colheita e da festa, mas também a do risco. Os cartões abaixo resumem o que se passa no campo, na natureza, no clima e na cultura ao longo destes meses de calor.

Cultura
Santos Populares Lisboa e Porto
Santo António, São João e São Pedro enchem as ruas em junho, com sardinha assada.
Clima
Época balnear e calor todo o país
A época balnear vai de meados de abril a 31 de outubro; o interior e o sul chegam a UV extremo.
Agricultura
Ceifa dos cereais Alentejo e Beiras
O trigo, o centeio e a cevada semeados no outono ceifam-se em junho e julho.
Natureza
Risco de incêndio rural interior e norte
O calor e a secura elevam o risco de incêndio, com o pico dos alertas no verão.

Nos Açores, o verão é a melhor altura para ver golfinhos, que aparecem em grupos maiores e com mais crias, num arquipélago que reúne uma das maiores diversidades de cetáceos do Atlântico. Na Madeira, as baleias-piloto observam-se o ano inteiro, com maior êxito de manhã. O reverso do calor e da seca é o risco de incêndio rural, que se concentra sobretudo entre julho e setembro, quando as temperaturas altas, a baixa humidade e a acumulação de vegetação seca criam as condições mais perigosas. O IPMA publica todos os dias o índice de perigo de incêndio rural, e o ICNF acompanha o risco no terreno. É um tema a levar a sério, e a época pede prudência com o fogo no campo.

O que muda na rotina no verão

Agosto é, por tradição, o grande mês de férias em Portugal, quando muitas empresas param e as cidades esvaziam para o litoral. O ano letivo só recomeça a meio de setembro, tipicamente entre os dias 11 e 15, o que faz do verão a estação sem escola. Os saldos de verão arrancam no final de junho ou início de julho e prolongam-se por agosto. Desde o Decreto-Lei n.º 70/2007, já não há datas fixas impostas pelo Estado, cada loja escolhe quando os faz, com o limite de 124 dias de saldos por ano e a obrigação de avisar a ASAE com alguns dias de antecedência.

Ao contrário da primavera e do outono, o verão não tem mudança de hora. Todo ele decorre sob a hora de verão, que só termina no último domingo de outubro. A vida faz-se de manhã cedo e ao fim do dia, para fugir às horas de maior calor, e o guarda-roupa e a casa organizam-se à volta do fresco, com estores fechados a meio do dia no interior mais quente.

Em que o verão difere do inverno

O verão e o inverno são as duas estações de solstício, as dos extremos do ano. Uma traz o dia mais longo, a outra o mais curto, e quase tudo o resto segue em sentido contrário entre as duas.

AspetoVerãoInverno
ArranqueSolstício de junhoSolstício de dezembro
Duração do diaO dia mais longo do anoO dia mais curto do ano
TempoCalor e seca, anticiclone em cristaFrio e chuva, depressões atlânticas
A Terra e o SolNo afélio, mais longe do SolNo periélio, mais perto do Sol
O marÁgua fria a oeste pela nortadaOndas gigantes na Nazaré
No campoCeifa, cortiça e arranque da vindimaAzeitona, citrinos e queijo da serra

Onde ir em Portugal no verão

O verão é a estação da praia, e a água mais quente do continente está no sotavento algarvio, entre Faro e Vila Real de Santo António, onde chega aos 25 a 27 graus. Quem procura praias mais selvagens e menos multidão troca o Algarve pela Costa Vicentina e pelo litoral alentejano, com o mar mais bravo e as arribas quase desertas. Os Açores oferecem um verão ameno, sem calor extremo, com baleias e golfinhos ao largo, e as ilhas em geral guardam o refúgio de quem foge ao forno do interior.

DestinoRegiãoPorquê no verão
Sotavento algarvioAlgarveA água mais quente do continente, entre 25 e 27 graus, de Faro a Vila Real de Santo António.
Costa Vicentina e litoral alentejanoSudoestePraias mais selvagens e menos multidão, com o mar bravo e arribas quase desertas.
AçoresIlhasUm verão ameno sem calor extremo, com baleias e golfinhos ao largo.
Ilha do PicoAçoresA vindima nos currais de lava, paisagem classificada pela UNESCO, no fim da estação.

É também a época alta dos festivais de música e das grandes romarias, que enchem vilas e cidades de norte a sul ao longo de julho e agosto.

Frutas e gastronomia do verão

O verão é a estação dos frutos doces e de muita água. O melão e a melancia enchem o Alentejo e o Ribatejo, colhidos de maio a setembro, e chega o figo, primeiro o figo lampo em maio e junho e depois o figo vindimo, que se estende pelo fim da estação. O pêssego é outro fruto do calor. E à mesa, a rainha do verão é a sardinha assada, sobretudo em junho, o mês dos Santos Populares, quando enche os arraiais.

Melãode julho a setembro, com o Alentejo à cabeça da produção
Melanciade maio a setembro no Alentejo e no Ribatejo
Figo lampomaio e junho, o primeiro figo do ano no litoral algarvio
Figo vindimodo fim de julho a dezembro, o segundo figo da época
Pêssego e ameixafrutos de caroço no auge do calor, por todo o país
Sardinha assadaa rainha de junho, mês dos Santos Populares e dos arraiais
Gaspachoa sopa fria alentejana que refresca as tardes de calor
Salada de polvopetisco fresco de verão, servido nos arraiais e à beira-mar

Sobre a sardinha, uma nota de rigor. O dito de só a comer em mês sem a letra erre, de maio a agosto, tem lastro na tradição de verão, mas o pico real de gordura e sabor tende a chegar mais para julho e agosto, porque a reprodução da espécie se estende até ao fim da primavera. É tradição, não recomendação técnica.

O calendário agrícola do verão

O verão é a grande estação da colheita. Enquanto o campo apanha o que o ano preparou, arrancam também os trabalhos que só o calor permite, como o descortiçamento dos sobreiros e o início da vindima. Esta matriz cruza a cultura, o gesto do campo e a região.

CulturaGesto da estaçãoRegião principal
Cereais de outono e invernoCeifa em junho e julhoAlentejo e Beiras
Tomate de indústriaColhe de julho a setembroRibatejo e Vale do Tejo
Melão, melancia e figoColhe de maio a setembroAlentejo e Ribatejo
CortiçaTira de maio a agostoMontado do Alentejo
VindimaArranca em agosto no sulAlentejo, depois Douro e Minho
MelCresta ao longo do verãoNorte e centro primeiro, sul depois

A cortiça merece uma linha própria. O descortiçamento faz-se com a casca a soltar-se com mais facilidade no calor, numa extração manual feita com machado, e a lei protege o sobreiro, com o Decreto-Lei n.º 169/2001 a fixar em nove anos o intervalo mínimo entre tiragens da mesma árvore. Portugal produz cerca de metade da cortiça do mundo, à volta de 100 mil toneladas por ano.

Festas e tradições do verão

O verão abre ao som dos Santos Populares, cujas festas caem nos dias em torno do solstício, com Santo António em Lisboa, a 12 e 13 de junho, São João no Porto, a 23 e 24 de junho, e São Pedro em vários concelhos, a 29 de junho. São feriados apenas nos municípios que os celebram, não a nível nacional, e a sardinha assada, o manjerico e os arraiais de bairro pertencem-lhes por inteiro. Já a meio da estação chega a Assunção de Nossa Senhora, a 15 de agosto, esse sim feriado nacional obrigatório, com romarias por todo o país e o ponto alto na Madeira.

Entre um e outro, o verão é a época alta das romarias e das festas de terra, que puxam a emigração de regresso às aldeias e enchem os largos de música e arraial. A cultura popular resume o desejo da estação num ditado simples, verão quente, praia cheia de gente.

Cuidados práticos no verão

O reverso da seca e do calor é o perigo de incêndio rural, mais concentrado entre julho e setembro. É a época em que se evita fazer fogo no campo, queimar restos ou usar máquinas que possam soltar faíscas nas horas mais quentes e secas. O IPMA publica todos os dias o índice de perigo de incêndio por concelho, e vale a pena consultá-lo antes de qualquer atividade ao ar livre no interior e no norte. É um tema sério, que a estação pede que se leve com prudência.

O calor do verão pede atenção redobrada. Nos dias de temperatura alta, as recomendações de saúde pública passam por beber água com frequência sem esperar pela sede, evitar o esforço físico nas horas de maior calor, procurar espaços frescos e cuidar em especial das crianças e das pessoas mais velhas, mais vulneráveis às ondas de calor. O índice ultravioleta muito elevado obriga a proteger a pele e os olhos sempre que se está ao sol.

O verão no calendário do ano

A roda abaixo mostra onde o verão se encaixa no ano e o dia em que estamos, e o diagrama ao lado explica a causa de tudo, a inclinação do eixo da Terra.

AgoraOutono
PrimaveraVerãoOutonoInverno
No verão, o Hemisfério Norte inclina-se em direção ao Sol: raios mais diretos e dias mais longos.
NSeixo inclinado 23,5°
Globo: Twemoji (CC BY 4.0)

Solstício vem do latim e sugere um Sol que parece parar. No solstício de junho, o hemisfério norte está inclinado ao máximo para o Sol, que atinge a sua altura mais alta, cerca de 23 graus e meio a norte do equador celeste. É por isso o dia com mais horas de luz do ano, e aquele em que o Sol nasce e se põe nos pontos mais a norte do horizonte. A partir daí, os dias começam lentamente a encurtar, ainda que o calor continue a subir durante semanas.

As estações existem porque o eixo de rotação da Terra está inclinado cerca de 23,44 graus face à órbita, valor a que se chama obliquidade da eclíptica. Quando o hemisfério norte se inclina na direção do Sol, recebe luz num ângulo mais direto e durante mais horas, e é isso que aquece o verão. A distância ao Sol joga contra a intuição, porque é precisamente no verão do hemisfério norte, por volta do início de julho, que a Terra passa pelo ponto mais afastado do Sol em todo o ano, o afélio, a cerca de 152,1 milhões de quilómetros. A prova de que a distância não manda está no hemisfério sul, que no mesmo instante vive o pleno inverno, à mesma distância do Sol.

Factos e curiosidades do verão

  • A água do mar é fria a oeste mesmo em agosto. A nortada empurra a água da superfície para o largo e traz água fria das profundidades, um fenómeno chamado afloramento costeiro.

Próximas datas de verão

2027 21 junho segunda-feira
2028 20 junho terça-feira
2029 21 junho quinta-feira
2030 21 junho sexta-feira
2031 21 junho sábado
2032 20 junho domingo

Perguntas frequentes sobre o verão

Quando começa o verão em 2027?

O verão de 2027 começa a 21 de junho, no solstício, em hora legal de Lisboa. Nos Açores, sempre uma hora atrás do continente, o mesmo instante ocorre uma hora mais cedo no relógio local.

O verão é feriado em Portugal?

Não. O início do verão é um marco astronómico e não consta dos feriados nacionais do artigo 234.º do Código do Trabalho. Trabalha-se e estuda-se com normalidade, ainda que a estação coincida com as férias escolares.

Porque é o solstício de junho o dia mais longo do ano?

Porque no solstício de junho o hemisfério norte está inclinado ao máximo para o Sol, que fica mais tempo acima do horizonte. Em Lisboa correspondem cerca de catorze horas e cinquenta e cinco minutos de luz, o valor mais alto do ano, e no Porto ainda um pouco mais.

O solstício de junho é o dia mais quente do verão?

Não. É o dia com mais horas de luz, mas o pico de calor chega semanas depois, em julho e agosto, por inércia térmica, porque o mar e a atmosfera continuam a aquecer mesmo depois de a radiação solar ter atingido o máximo.

Quantos dias dura o verão?

O verão dura cerca de três meses, à volta de noventa e três dias, do solstício de junho ao equinócio de setembro. A barra de progresso no topo da página mostra a contagem ao vivo dos dias que faltam para o fim.

É verão porque a Terra fica mais perto do Sol?

É o contrário. No verão do hemisfério norte, por volta do início de julho, a Terra passa pelo ponto mais afastado do Sol em todo o ano, o afélio. O verão deve-se à inclinação do eixo terrestre, não à distância.

Qual o recorde de calor em Portugal continental?

São 47,3 graus, o extremo climatológico registado na Amareleja, no concelho de Moura, a 1 de agosto de 2003, no auge da onda de calor mais severa alguma vez medida no país.

O que é uma onda de calor segundo o IPMA?

É um período de pelo menos seis dias seguidos em que a temperatura máxima diária supera em 5 graus a média das máximas do mês, no período de referência de 1991 a 2020. Junho é o mês de verão em que ocorrem com maior frequência no continente.

Porque é o índice ultravioleta tão alto no verão?

Porque o Sol está mais alto e mais tempo no céu, o que aumenta a radiação ultravioleta que chega ao solo. No verão, o índice ultravioleta situa-se quase sempre em nove ou dez, o nível muito elevado, o que obriga a proteger a pele e os olhos ao sol.

Quando é a vindima em Portugal?

A vindima arranca no fim do verão, mais cedo no Alentejo, onde por vezes começa já em agosto, e depois no Douro e no Vinho Verde, em setembro, podendo estender-se por outubro nas zonas de altitude. É a região e o clima do ano que ditam o calendário exato.

Há mudança de hora durante o verão?

Não. As mudanças de hora ocorrem no fim de março e no fim de outubro, ou seja, na primavera e no outono. Todo o verão português decorre sob a hora de verão.

Fontes

  • Instituto de Mecânica Celeste francês (IMCCE) e Observatório Naval dos Estados Unidos (USNO), confirmação dos valores de referência do início da estação.
  • IPMA, normais climatológicas 1991-2020, estação Lisboa (Geofísico); extremos climatológicos; escala e padrão do índice ultravioleta.
  • APCOR, Anuário da Cortiça, com base em dados da FAO.
  • Turismo de Portugal, Santos Populares.
  • APA, época balnear e calor.
  • DGADR, ceifa dos cereais.
  • ICNF, risco de incêndio rural.
  • Cálculo astronómico para o Sol (nascer e pôr do sol e duração do dia).
  • TEMIS (KNMI e ESA), fórmula do índice ultravioleta de céu limpo e coluna de ozono de 2016 a 2025; IPMA, altitude da estação de Bragança.