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Verão 2026

Verão 2026 termina numa terça-feira, 22 de setembro de 2026, daqui a 31 dias. Veja mais abaixo as tradições e atividades típicas da estação.

Faltam 31 dias · Terça-feira, 22 de setembro de 2026

O verão de 2026 começa a 21 de junho, no solstício, em Portugal continental. Não é feriado, é o dia mais longo do ano no hemisfério norte, o ponto em que o Sol atinge a maior altura ao meio-dia, e o arranque da estação mais quente, que se prolonga até ao equinócio de setembro. É o tempo das praias e dos arraiais, mas também o do calor que aperta no interior, das ondas de calor do Alentejo, da ceifa e da vindima, do descortiçamento dos sobreiros e da sardinha nos Santos Populares. A seguir fica a hora exata do início, o retrato do calor de norte a sul com os números do IPMA, a surpresa da água do mar fria, o que se colhe no campo e o calendário que enche estes meses.

O essencial

Quando começa

A 21 de junho de 2026, no solstício, em hora de Lisboa. Nos Açores conta-se uma hora mais cedo.

É feriado

Não. O início do verão é um marco astronómico e não dá folga.

O que o define

O dia mais longo do ano, calor e seca no continente e a época balnear.

Estamos no Verão66%
66% concluído, faltam 31 dias para o fim
21 de junho de 202623 de setembro de 2026

Quando começa e quando acaba o verão

O verão abre no solstício de junho e fecha no equinócio de setembro. A data e a hora do início são calculadas a partir das efemérides astronómicas, em hora legal de Lisboa, e não escritas à mão. Os valores de referência estão confirmados a partir do Instituto de Mecânica Celeste francês, o IMCCE, e do Observatório Naval dos Estados Unidos, o USNO. Como o país já está em hora de verão nesta altura, a hora de Lisboa corresponde ao Tempo Universal Coordenado mais uma hora.

AnoInício (solstício de junho)Hora de Lisboa
202521 de junho03h42
202621 de junho09h24
202721 de junho15h10

Convém distinguir dois verões. O astronómico é o do solstício, que aqui se segue e que Portugal adota, como quase toda a Europa. O meteorológico, que a Organização Meteorológica Mundial e os serviços de clima usam para comparar anos com um calendário fixo, é o trimestre de 1 de junho a 31 de agosto, os três meses estatisticamente mais quentes. A ideia de que o verão começa sempre no dia 21 é imprecisa. O solstício de junho tem calhado ao dia 20 ou 21, conforme o ano, porque o ano trópico dura cerca de 365,2422 dias e o instante desliza de ano para ano, apesar da correção dos anos bissextos.

Quantos dias faltam para o verão

A barra acima conta ao vivo. Durante a estação, mostra a fatia já vencida e os dias que faltam para o equinócio de setembro; fora dela, indica os dias que faltam até ao próximo solstício de junho. Nada nesta página está cravado, os números atualizam-se sozinhos a cada visita. No total, o verão dura cerca de três meses, à volta de noventa e três dias, e é a estação que abre com o dia de mais luz de todo o ano.

O calor do verão de norte a sul

No verão, o anticiclone dos Açores, a grande massa de ar subtropical que comanda o tempo em Portugal, forma uma crista sobre o país. É esse fio condutor que traz o céu limpo, a ausência de chuva e as temperaturas altas, e que ao mesmo tempo alimenta a nortada, o vento de norte que sopra na costa oeste. O calor é bem mais duro no interior do que no litoral, que o mar mantém fresco. Selecione a estação e clique numa região no mapa para ver os números do IPMA de cada zona do país.

friocalor
Grande Lisboa
Verão · ref. Lisboa
Temperatura típica
17° min · 29° max
Chuva no mês (mm)
7 mm
calor seco, quase sem chuva, cerca de 5 mm em agosto

Valores representativos das Normais Climatológicas do IPMA (1991-2020); cidade de referência por região. Selecione a estação e clique numa região.

Horas de luz por cidade
Porto (Norte)14h58
Lisboa (Centro)14h43
Faro (Sul)14h33
Funchal (Madeira)14h09
Quanto mais a norte, maior a diferença entre o dia e a noite nesta estação.
47,3 °Crecorde de calor do continente, na Amareleja, em 2003
33,5 °Cmáxima média de agosto em Évora, no Alentejo (IPMA)
5,4 mmchuva de agosto em Lisboa, um verão quase sem chuva (IPMA)
14h55horas de luz no solstício em Lisboa, o máximo do ano

O interior do Alentejo é o forno do país. Em Évora, a máxima média de agosto chega aos 33,5 graus, e as estações do Baixo Alentejo passam com frequência dos 40 nos dias mais quentes. O interior norte e centro, em Bragança, na Guarda ou no Vale do Douro, também aquece muito de dia, mas guarda noites bem mais frescas por causa da altitude. Já o litoral vive um verão mais suave, com o Porto raramente muito além dos 25 graus e Lisboa na casa dos 28 a 29 de máxima média em julho e agosto. O IPMA tem uma definição precisa de onda de calor, um período de pelo menos seis dias seguidos em que a máxima diária ultrapassa em 5 graus a média das máximas do respetivo mês, e é em junho que ocorrem com maior frequência no continente. Nos arquipélagos, os Açores, de clima oceânico, e a Madeira, subtropical e amena, escapam em regra ao verão escaldante do interior.

O gráfico seguinte mostra o ano climático de Lisboa mês a mês, com a temperatura e a chuva médias das normais do IPMA. O verão salta à vista, um bloco de calor com a chuva quase a zero em julho e agosto.

Valores médios aproximados (referência IPMA 1991-2020). Para a normal climatológica oficial, consulte o IPMA, estação Lisboa (Geofísico). Descreve o clima histórico, não é previsão do tempo.

Os cinco climas de Portugal no verão

Portugal cabe num único tipo geral, o clima temperado de verão seco a que os cientistas chamam mediterrânico, mas o território divide-se, na prática, em cinco ambientes distintos. É no verão que as diferenças entre eles atingem o máximo, do forno do interior sul ao litoral fresco do noroeste.

ClimaOndeMarca do verão
Atlântico do noroesteMinho, Porto, litoral norteVerão ameno, nortada e nevoeiro matinal na costa
Continental do interiorTrás-os-Montes, Beiras, Alto DouroDias muito quentes e noites frescas, grande amplitude
Mediterrânico do sulAlentejo e AlgarveCalor seco e intenso, o recorde nacional na Amareleja
Oceânico das ilhasAçores e MadeiraQuente sem excessos, sem as ondas de calor do continente
De montanhaSerra da Estrela e terras altasDias quentes ao sol, noites frias de altitude

A fronteira entre o interior seco e o litoral fresco corre grosso modo ao longo do sistema montanhoso que separa o Douro da Estrela. A norte e no litoral, o mar suaviza os extremos e o ar é atlântico; a sul e no interior, o carácter mediterrânico fica bem vincado, e é aí que nascem os grandes calores do verão português.

Horas de luz, insolação e índice ultravioleta

O verão abre com o dia mais longo do ano. No solstício, Lisboa tem cerca de catorze horas e cinquenta e cinco minutos de luz e o Porto, mais a norte, ronda as quinze horas e onze minutos, sempre um pouco mais do que Lisboa. Depois do solstício, os dias começam lentamente a encurtar, mas o calor ainda sobe durante semanas, por inércia térmica, porque o mar e a atmosfera continuam a acumular energia mesmo depois de a radiação solar ter atingido o máximo. É por isso que o dia com mais luz não é o dia mais quente.

A insolação também é desigual. O Algarve e o Alentejo somam muito mais horas de sol do que o noroeste, por terem menos nuvens e quase nenhuma chuva no verão, o que ajuda a explicar o calor seco do sul face ao ar mais húmido e ameno do litoral norte.

No verão, o índice ultravioleta do IPMA, que mede o risco da radiação solar, situa-se quase sempre em nove ou dez, o nível muito elevado, e pode chegar a extremo em dias de céu limpo no interior e no sul. As recomendações oficiais para esses níveis são usar óculos com filtro ultravioleta, chapéu e roupa que cubra a pele, aplicar protetor solar, procurar a sombra nas horas de maior sol e evitar a exposição das crianças. É simples de seguir e faz diferença ao longo de uma estação inteira de praia e ar livre.

1-2 baixo3-5 moderado6-7 elevado8-10 muito elevado11+ extremo
CidadeNascer do solPôr do solDuração do diaÍndice UV ao meio-dia
Porto06h3420h4614h128 Muito elevado
Bragança06h2520h4014h159 Muito elevado
Lisboa06h4120h4314h019 Muito elevado
Faro06h4020h3513h5410 Muito elevado
Funchal07h2421h0213h389 Muito elevado
Ponta Delgada06h4920h4713h578 Muito elevado

O nascer e o pôr do sol e a duração do dia são calculados para 5 de agosto, o meio da estação, na hora local de cada cidade, com os Açores uma hora atrás do continente. O índice ultravioleta é o valor típico de céu limpo ao meio-dia solar na escala do IPMA, não uma previsão, já que o valor real do dia depende das nuvens, do ozono e da altitude, e sobe de norte para sul e do inverno para o verão. Fontes, cálculo astronómico para o Sol e IPMA para a escala e o padrão do índice ultravioleta.

O que acontece em Portugal no verão

O verão é a estação da colheita e da festa, mas também a do risco. Os cartões abaixo resumem o que se passa no campo, na natureza, no clima e na cultura ao longo destes meses de calor.

Cultura
Santos Populares Lisboa e Porto
Santo António, São João e São Pedro enchem as ruas em junho, com sardinha assada.
Fonte: Turismo de Portugal
Clima
Época balnear e calor todo o país
A época balnear vai de meados de abril a 31 de outubro; o interior e o sul chegam a UV extremo.
Fonte: APA
Agricultura
Ceifa dos cereais Alentejo e Beiras
O trigo, o centeio e a cevada semeados no outono ceifam-se em junho e julho.
Fonte: DGADR
Natureza
Risco de incêndio rural interior e norte
O calor e a secura elevam o risco de incêndio, com o pico dos alertas no verão.
Fonte: ICNF

Nos Açores, o verão é a melhor altura para ver golfinhos, que aparecem em grupos maiores e com mais crias, num arquipélago que reúne uma das maiores diversidades de cetáceos do Atlântico. Na Madeira, as baleias-piloto observam-se o ano inteiro, com maior êxito de manhã. O reverso do calor e da seca é o risco de incêndio rural, que se concentra sobretudo entre julho e setembro, quando as temperaturas altas, a baixa humidade e a acumulação de vegetação seca criam as condições mais perigosas. O IPMA publica todos os dias o índice de perigo de incêndio rural, e o ICNF acompanha o risco no terreno. É um tema a levar a sério, e a época pede prudência com o fogo no campo.

O que muda na rotina no verão

Agosto é, por tradição, o grande mês de férias em Portugal, quando muitas empresas param e as cidades esvaziam para o litoral. O ano letivo só recomeça a meio de setembro, tipicamente entre os dias 11 e 15, o que faz do verão a estação sem escola. Os saldos de verão arrancam no final de junho ou início de julho e prolongam-se por agosto. Desde o Decreto-Lei n.º 70/2007, já não há datas fixas impostas pelo Estado, cada loja escolhe quando os faz, com o limite de 124 dias de saldos por ano e a obrigação de avisar a ASAE com alguns dias de antecedência.

Ao contrário da primavera e do outono, o verão não tem mudança de hora. Todo ele decorre sob a hora de verão, que só termina no último domingo de outubro. A vida faz-se de manhã cedo e ao fim do dia, para fugir às horas de maior calor, e o guarda-roupa e a casa organizam-se à volta do fresco, com estores fechados a meio do dia no interior mais quente.

Em que o verão difere do inverno

O verão e o inverno são as duas estações de solstício, as dos extremos do ano. Uma traz o dia mais longo, a outra o mais curto, e quase tudo o resto segue em sentido contrário entre as duas.

AspetoVerãoInverno
ArranqueSolstício de junhoSolstício de dezembro
Duração do diaO dia mais longo do anoO dia mais curto do ano
TempoCalor e seca, anticiclone em cristaFrio e chuva, depressões atlânticas
A Terra e o SolNo afélio, mais longe do SolNo periélio, mais perto do Sol
O marÁgua fria a oeste pela nortadaOndas gigantes na Nazaré
No campoCeifa, cortiça e arranque da vindimaAzeitona, citrinos e queijo da serra

Onde ir em Portugal no verão

O verão é a estação da praia, e a água mais quente do continente está no sotavento algarvio, entre Faro e Vila Real de Santo António, onde chega aos 25 a 27 graus. Quem procura praias mais selvagens e menos multidão troca o Algarve pela Costa Vicentina e pelo litoral alentejano, com o mar mais bravo e as arribas quase desertas. Os Açores oferecem um verão ameno, sem calor extremo, com baleias e golfinhos ao largo, e as ilhas em geral guardam o refúgio de quem foge ao forno do interior.

DestinoRegiãoPorquê no verão
Sotavento algarvioAlgarveA água mais quente do continente, entre 25 e 27 graus, de Faro a Vila Real de Santo António.
Costa Vicentina e litoral alentejanoSudoestePraias mais selvagens e menos multidão, com o mar bravo e arribas quase desertas.
AçoresIlhasUm verão ameno sem calor extremo, com baleias e golfinhos ao largo.
Ilha do PicoAçoresA vindima nos currais de lava, paisagem classificada pela UNESCO, no fim da estação.

É também a época alta dos festivais de música e das grandes romarias, que enchem vilas e cidades de norte a sul ao longo de julho e agosto.

Frutas e gastronomia do verão

O verão é a estação dos frutos doces e de muita água. O melão e a melancia enchem o Alentejo e o Ribatejo, colhidos de maio a setembro, e chega o figo, primeiro o figo lampo em maio e junho e depois o figo vindimo, que se estende pelo fim da estação. O pêssego é outro fruto do calor. E à mesa, a rainha do verão é a sardinha assada, sobretudo em junho, o mês dos Santos Populares, quando enche os arraiais.

Melãode julho a setembro, com o Alentejo à cabeça da produção
Melanciade maio a setembro no Alentejo e no Ribatejo
Figo lampomaio e junho, o primeiro figo do ano no litoral algarvio
Figo vindimodo fim de julho a dezembro, o segundo figo da época
Pêssego e ameixafrutos de caroço no auge do calor, por todo o país
Sardinha assadaa rainha de junho, mês dos Santos Populares e dos arraiais
Gaspachoa sopa fria alentejana que refresca as tardes de calor
Salada de polvopetisco fresco de verão, servido nos arraiais e à beira-mar

Sobre a sardinha, uma nota de rigor. O dito de só a comer em mês sem a letra erre, de maio a agosto, tem lastro na tradição de verão, mas o pico real de gordura e sabor tende a chegar mais para julho e agosto, porque a reprodução da espécie se estende até ao fim da primavera. É tradição, não recomendação técnica.

O calendário agrícola do verão

O verão é a grande estação da colheita. Enquanto o campo apanha o que o ano preparou, arrancam também os trabalhos que só o calor permite, como o descortiçamento dos sobreiros e o início da vindima. Esta matriz cruza a cultura, o gesto do campo e a região.

CulturaGesto da estaçãoRegião principal
Cereais de outono e invernoCeifa em junho e julhoAlentejo e Beiras
Tomate de indústriaColhe de julho a setembroRibatejo e Vale do Tejo
Melão, melancia e figoColhe de maio a setembroAlentejo e Ribatejo
CortiçaTira de maio a agostoMontado do Alentejo
VindimaArranca em agosto no sulAlentejo, depois Douro e Minho
MelCresta ao longo do verãoNorte e centro primeiro, sul depois

A cortiça merece uma linha própria. O descortiçamento faz-se com a casca a soltar-se com mais facilidade no calor, numa extração manual feita com machado, e a lei protege o sobreiro, com o Decreto-Lei n.º 169/2001 a fixar em nove anos o intervalo mínimo entre tiragens da mesma árvore. Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, com cerca de metade da produção do planeta.

Festas e tradições do verão

O verão abre ao som dos Santos Populares, cujas festas caem nos dias em torno do solstício, com Santo António em Lisboa, a 12 e 13 de junho, São João no Porto, a 23 e 24 de junho, e São Pedro em vários concelhos, a 29 de junho. São feriados apenas nos municípios que os celebram, não a nível nacional, e a sardinha assada, o manjerico e os arraiais de bairro pertencem-lhes por inteiro. Já a meio da estação chega a Assunção de Nossa Senhora, a 15 de agosto, esse sim feriado nacional obrigatório, com romarias por todo o país e o ponto alto na Madeira.

Entre um e outro, o verão é a época alta das romarias e das festas de terra, que puxam a emigração de regresso às aldeias e enchem os largos de música e arraial. A cultura popular resume o desejo da estação num ditado simples, verão quente, praia cheia de gente.

Cuidados práticos no verão

O reverso da seca e do calor é o perigo de incêndio rural, mais concentrado entre julho e setembro. É a época em que se evita fazer fogo no campo, queimar restos ou usar máquinas que possam soltar faíscas nas horas mais quentes e secas. O IPMA publica todos os dias o índice de perigo de incêndio por concelho, e vale a pena consultá-lo antes de qualquer atividade ao ar livre no interior e no norte. É um tema sério, que a estação pede que se leve com prudência.

O calor do verão pede atenção redobrada. Nos dias de temperatura alta, as recomendações de saúde pública passam por beber água com frequência sem esperar pela sede, evitar o esforço físico nas horas de maior calor, procurar espaços frescos e cuidar em especial das crianças e das pessoas mais velhas, mais vulneráveis às ondas de calor. O índice ultravioleta muito elevado obriga a proteger a pele e os olhos sempre que se está ao sol.

O verão no calendário do ano

A roda abaixo mostra onde o verão se encaixa no ano e o dia em que estamos, e o diagrama ao lado explica a causa de tudo, a inclinação do eixo da Terra.

AgoraVerão
PrimaveraVerãoOutonoInverno
No verão, o Hemisfério Norte inclina-se em direção ao Sol: raios mais diretos e dias mais longos.
NSeixo inclinado 23,5°
Globo: Twemoji (CC BY 4.0)

Solstício vem do latim e sugere um Sol que parece parar. No solstício de junho, o hemisfério norte está inclinado ao máximo para o Sol, que atinge a sua altura mais alta, cerca de 23 graus e meio a norte do equador celeste. É por isso o dia com mais horas de luz do ano, e aquele em que o Sol nasce e se põe nos pontos mais a norte do horizonte. A partir daí, os dias começam lentamente a encurtar, ainda que o calor continue a subir durante semanas.

As estações existem porque o eixo de rotação da Terra está inclinado cerca de 23,44 graus face à órbita, valor a que se chama obliquidade da eclíptica. Quando o hemisfério norte se inclina na direção do Sol, recebe luz num ângulo mais direto e durante mais horas, e é isso que aquece o verão. A distância ao Sol joga contra a intuição, porque é precisamente no verão do hemisfério norte, por volta do início de julho, que a Terra passa pelo ponto mais afastado do Sol em todo o ano, o afélio, a cerca de 152,1 milhões de quilómetros. A prova de que a distância não manda está no hemisfério sul, que no mesmo instante vive o pleno inverno, à mesma distância do Sol.

Factos e curiosidades do verão

  • Não é verão porque a Terra fique mais perto do Sol. É o contrário, o planeta está no ponto mais afastado do Sol precisamente no verão do hemisfério norte.
  • O solstício é o dia com mais luz, mas não o dia mais quente. O pico de calor chega semanas depois, em julho e agosto, por inércia térmica.
  • A água do mar é fria a oeste mesmo em agosto. A nortada empurra a água da superfície para o largo e traz água fria das profundidades, um fenómeno chamado afloramento costeiro.
  • O recorde de calor do continente são 47,3 graus, na Amareleja, a 1 de agosto de 2003, no auge da onda de calor mais severa já medida no país.
  • O verão começa ao dia 20 ou 21 de junho, conforme o ano, e não sempre no dia 21, porque o instante do solstício desliza no calendário.

Perguntas frequentes sobre o verão

Quando começa o verão em 2026?

O verão de 2026 começa a 21 de junho, no solstício, em hora legal de Lisboa. Nos Açores, sempre uma hora atrás do continente, o mesmo instante ocorre uma hora mais cedo no relógio local.

O verão é feriado em Portugal?

Não. O início do verão é um marco astronómico e não consta dos feriados nacionais do artigo 234.º do Código do Trabalho. Trabalha-se e estuda-se com normalidade, ainda que a estação coincida com as férias escolares.

Porque é o solstício de junho o dia mais longo do ano?

Porque no solstício de junho o hemisfério norte está inclinado ao máximo para o Sol, que fica mais tempo acima do horizonte. Em Lisboa correspondem cerca de catorze horas e cinquenta e cinco minutos de luz, o valor mais alto do ano, e no Porto ainda um pouco mais.

O solstício de junho é o dia mais quente do verão?

Não. É o dia com mais horas de luz, mas o pico de calor chega semanas depois, em julho e agosto, por inércia térmica, porque o mar e a atmosfera continuam a aquecer mesmo depois de a radiação solar ter atingido o máximo.

Quantos dias dura o verão?

O verão dura cerca de três meses, à volta de noventa e três dias, do solstício de junho ao equinócio de setembro. A barra de progresso no topo da página mostra a contagem ao vivo dos dias que faltam para o fim.

É verão porque a Terra fica mais perto do Sol?

É o contrário. No verão do hemisfério norte, por volta do início de julho, a Terra passa pelo ponto mais afastado do Sol em todo o ano, o afélio. O verão deve-se à inclinação do eixo terrestre, não à distância.

Qual o recorde de calor em Portugal continental?

São 47,3 graus, registados na Amareleja, no concelho de Moura, a 1 de agosto de 2003, segundo os extremos climatológicos do IPMA, no auge da onda de calor mais severa alguma vez medida no país.

O que é uma onda de calor segundo o IPMA?

É um período de pelo menos seis dias seguidos em que a temperatura máxima diária supera em 5 graus a média das máximas do mês, no período de referência de 1991 a 2020. Junho é o mês de verão em que ocorrem com maior frequência no continente.

Porque é o índice ultravioleta tão alto no verão?

Porque o Sol está mais alto e mais tempo no céu, o que aumenta a radiação ultravioleta que chega ao solo. No verão, o índice do IPMA situa-se quase sempre em nove ou dez, o nível muito elevado, o que obriga a proteger a pele e os olhos ao sol.

Quando é a vindima em Portugal?

A vindima arranca no fim do verão, mais cedo no Alentejo, onde por vezes começa já em agosto, e depois no Douro e no Vinho Verde, em setembro, podendo estender-se por outubro nas zonas de altitude. É a região e o clima do ano que ditam o calendário exato.

Há mudança de hora durante o verão?

Não. As mudanças de hora ocorrem no fim de março e no fim de outubro, ou seja, na primavera e no outono. Todo o verão português decorre sob a hora de verão.

Os Santos Populares são feriado nacional no verão?

Não. Santo António, São João e São Pedro são feriados apenas nos concelhos que os celebram, como Lisboa e o Porto, e não a nível nacional. Já a Assunção, a 15 de agosto, é feriado nacional obrigatório.

Próximas datas de Verão

2027 21 junho segunda-feira
2028 20 junho terça-feira
2029 21 junho quinta-feira
2030 21 junho sexta-feira
2031 21 junho sábado
2032 20 junho domingo

Sobre Verão

Esta página serve para Verão, ou seja, conhecer as datas exatas de Verão (equinócio ou solstício astronómico). A referência oficial é efemérides astronómicas (cálculo do equinócio e do solstício), em hora legal de Lisboa.

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