Inverno 2026
Inverno 2026 começa numa segunda-feira, 21 de dezembro de 2026, início astronómico da estação. Veja mais abaixo as tradições e atividades típicas da estação.
O inverno de 2026 começa a 21 de dezembro, no solstício de dezembro, em Portugal continental. Não é feriado, é o dia mais curto do ano no hemisfério norte, o ponto em que o Sol atinge a menor altura ao meio-dia, e o arranque da estação mais fria. É também a única que atravessa a viragem do ano e a que enquadra a quadra natalícia e a Passagem de Ano. A barra de progresso mostra em que ponto da estação estamos e quantos dias faltam para o fim.
O essencial em três linhas
Quando começa
A 21 de dezembro de 2026, no solstício de dezembro, em hora legal de Lisboa.
É feriado
Não, mas a estação concentra os feriados do Natal, da Imaculada e do Ano Novo.
O que marca a estação
O frio do interior, a neve na serra da Estrela, a azeitona e as ondas gigantes da Nazaré.
Quando começa e quando acaba o inverno
O inverno abre no solstício de dezembro e prolonga-se até ao equinócio de março do ano seguinte, sendo por isso a única estação que passa de um ano civil para o outro. A data e a hora do início são calculadas a partir das efemérides astronómicas, em hora legal de Lisboa. Os valores de referência abaixo estão confirmados a partir do Instituto de Mecânica Celeste francês (IMCCE) e do Observatório Naval dos Estados Unidos (USNO). Nesta altura do ano a hora de Lisboa coincide com o Tempo Universal Coordenado, ou seja UTC. A conta decrescente para o próximo inverno aparece na barra de progresso, no topo desta página.
| Ano | Início (solstício de dezembro) | Hora de Lisboa |
|---|---|---|
| 2025 | 21 de dezembro | 15h03 |
| 2026 | 21 de dezembro | 20h50 |
| 2027 | 22 de dezembro | 02h42 |
Como mostra a tabela, o inverno não começa sempre no dia 21, salta entre 21 e 22 de dezembro. O instante do solstício desliza de ano para ano porque o ano trópico dura cerca de 365,2422 dias e não um número inteiro, e os anos bissextos corrigem quase todo o desvio sem o apagarem. A par deste inverno astronómico, os serviços de clima e a Organização Meteorológica Mundial usam o inverno meteorológico, o trimestre fixo de 1 de dezembro ao fim de fevereiro, que reúne os três meses estatisticamente mais frios e facilita a comparação entre anos. Portugal segue, como quase toda a Europa, a contagem astronómica.
O clima do inverno, região a região
O inverno é a estação mais fria do ano e, com o outono, a mais chuvosa. O motor está no anticiclone dos Açores, que recua para sul nesta altura e deixa entrar as depressões e as frentes atlânticas, responsáveis pela maior parte da chuva e do vento. O contraste entre o interior e o litoral é enorme. Longe do efeito ameno do mar, o interior norte e centro gela com facilidade, e Bragança soma em média 53 dias de geada por ano. O litoral tem invernos bem mais suaves, e janeiro e fevereiro são, em regra, os meses mais frios.
Valores representativos das Normais Climatológicas do IPMA (1991-2020); cidade de referência por região. Selecione a estação e clique numa região.
Os extremos do IPMA dão a medida do frio português. O recorde absoluto de temperatura mínima no continente são 16,0 graus negativos, um valor partilhado por dois locais, as Penhas da Saúde, na serra da Estrela, e Miranda do Douro. Nos arquipélagos, o quadro inverte-se. A influência oceânica e subtropical dá invernos amenos, e o Funchal tem uma temperatura média anual de cerca de 20 graus, sem sombra dos extremos da serra. Nos Açores, a amplitude é tão estreita que o mês mais frio ronda os 15 graus de média, um inverno que quase não se distingue do verão. Para dados e avisos rigorosos, a referência é sempre o IPMA.
Os cinco climas de Portugal no inverno
É no inverno que a variedade de climas de Portugal fica mais evidente. No mesmo dia, pode nevar na Serra da Estrela, chover sem parar no Minho e apanhar-se laranja ao sol no Algarve. Estes são os cinco grandes retratos da estação fria.
| Clima | Onde | Cidade típica | O inverno aqui |
|---|---|---|---|
| Atlântico do norte | Minho e litoral norte | Porto | Chuva persistente e vento, o inverno mais húmido do litoral, com geada rara junto ao mar. |
| Continental do interior | Trás-os-Montes, Beira interior e Alentejo interior | Bragança | Frio seco, geada quase diária em janeiro e mínimas bem abaixo de zero. |
| Mediterrânico do sul | Algarve e litoral alentejano | Faro | O inverno mais ameno do continente, com os citrinos em plena colheita. |
| Atlântico das ilhas | Açores e Madeira | Funchal | Invernos amenos, nunca gelados, com o Funchal a rondar os 20 graus de média. |
| De montanha | Serra da Estrela e terras altas | Guarda | Neve recorrente, com janeiro e fevereiro nos meses de maior queda e frio extremo. |
Insolação, horas de luz e índice UV
O inverno é a estação da pouca luz. À volta do solstício, os dias de Portugal continental encolhem para pouco mais de nove horas e meia, o mínimo do ano, e o Porto, mais a norte, tem dias ainda mais curtos do que Lisboa. Depois deste ponto, os dias voltam lentamente a crescer, ainda que o frio mais intenso só costume chegar semanas mais tarde. As ilhas, mais a sul, guardam manhãs e tardes um pouco mais longas.
Com tão pouca luz e o Sol tão baixo, o risco solar cai ao mínimo do ano. O índice ultravioleta do IPMA fica quase sempre em valores baixos no continente, ligeiramente mais alto no Algarve, na Madeira e nos Açores, por maior insolação relativa, mas nunca perto dos extremos do verão.
| Cidade | Nascer do sol | Pôr do sol | Duração do dia | Índice UV ao meio-dia |
|---|---|---|---|---|
| Porto | 07h41 | 17h55 | 10h14 | 2 Baixo |
| Bragança | 07h34 | 17h47 | 10h12 | 2 Baixo |
| Lisboa | 07h38 | 18h02 | 10h24 | 2 Baixo |
| Faro | 07h30 | 18h00 | 10h30 | 3 Moderado |
| Funchal | 07h59 | 18h44 | 10h44 | 3 Moderado |
| Ponta Delgada | 07h42 | 18h10 | 10h27 | 3 Moderado |
O nascer e o pôr do sol e a duração do dia são calculados para 5 de fevereiro, o meio da estação, na hora local de cada cidade, com os Açores uma hora atrás do continente. O índice ultravioleta é o valor típico de céu limpo ao meio-dia solar na escala do IPMA, não uma previsão, já que o valor real do dia depende das nuvens, do ozono e da altitude, e sobe de norte para sul e do inverno para o verão. Fontes, cálculo astronómico para o Sol e IPMA para a escala e o padrão do índice ultravioleta.
O gráfico seguinte mostra, mês a mês, a temperatura e a chuva de Lisboa, com o fundo do frio em janeiro e a subida lenta que anuncia a primavera.
Valores médios aproximados (referência IPMA 1991-2020). Para a normal climatológica oficial, consulte o IPMA, estação Lisboa (Geofísico). Descreve o clima histórico, não é previsão do tempo.
O que acontece em Portugal nesta estação
Enquanto o interior gela e a serra se cobre de neve, o campo do sul não pára. O Alentejo transforma a azeitona em azeite, o Algarve colhe laranja e o mar bravo alimenta um dos espetáculos naturais mais conhecidos do país. Estes cartões reúnem o que marca a estação.
Poucos fenómenos de inverno são tão conhecidos como as ondas gigantes da Nazaré, que costumam ultrapassar os 20 metros e por vezes passar dos 30. A explicação está no fundo do mar. Ao largo da praia do Norte corre o canhão da Nazaré, uma fossa submarina com cerca de 230 quilómetros de extensão e até 5.000 metros de profundidade, que canaliza e amplifica a ondulação gerada pelas tempestades do Atlântico. A época vai de outubro a março, com o pico entre novembro e fevereiro, quando as depressões atlânticas são mais frequentes e mais fortes.
O que muda na rotina quando o inverno chega
O inverno enquadra a maior concentração de datas festivas do calendário português, e com elas mudam as casas e as mesas. Acendem-se as lareiras e os aquecimentos, saem as roupas quentes, e o escurecer cedo recolhe as pessoas mais cedo. À mesa voltam o cozido, o caldo verde e as sopas encorpadas, e a quadra enche as cozinhas de doces e de bacalhau.
O que o inverno traz de bom. A quadra natalícia e a Passagem de Ano, a neve na serra da Estrela, o azeite e a laranja novos, as ondas gigantes da Nazaré e a tradição das termas, que ganha todo o sentido com o frio lá fora.
O que pede cuidado. A gripe sazonal circula com mais força, com maior risco para os mais idosos, o aquecimento pesa nas contas e exige ventilação, os dias curtos e escuros pesam no ânimo, e o gelo nas estradas de montanha e o mar bravo tornam alguns passeios perigosos.
Onde o frio aperta mais em Portugal
O grande frio português vive no interior de montanha e no nordeste, longe do efeito ameno do mar. É lá que estão os recordes e os dias de geada, e é lá que a neve é presença certa todos os invernos.
| Local | Região | O que se sente |
|---|---|---|
| Penhas da Saúde | Serra da Estrela | O recorde nacional de frio, 16,0 graus negativos, e a neve mais fiável do continente. |
| Miranda do Douro | Trás-os-Montes | Empata o recorde do continente, com 16,0 graus negativos em janeiro de 1945. |
| Bragança | Trás-os-Montes | Cerca de 53 dias de geada por ano, com mínimas junto de zero em janeiro. |
| Guarda | Beira interior | A capital de distrito com mais dias de neve por ano, a mais de mil metros de altitude. |
| Funchal | Madeira | O contrário do frio, cerca de 20 graus de média anual, o inverno mais quente do país. |
Onde ir em Portugal no inverno
O inverno divide o país entre quem procura a neve e quem foge do frio. Uns sobem à serra, outros descem ao Algarve, e há ainda quem prefira o calor das termas ou a fúria do mar. Estas são algumas sugestões da estação.
| Destino | Região | Porquê no inverno |
|---|---|---|
| Serra da Estrela | Centro | A neve, com janeiro e fevereiro nos melhores meses, e a única estância de esqui do país. |
| Nazaré | Oeste | As ondas gigantes na praia do Norte, com o pico entre novembro e fevereiro. |
| Termas do centro e norte | São Pedro do Sul, Gerês | As águas quentes, a tradição de inverno por excelência. |
| Madeira e Algarve | Sul e ilhas | O inverno mais ameno do país, com flores e citrinos para fugir ao frio. |
Frutas e gastronomia do inverno
O inverno é o grande capítulo do azeite e dos citrinos, mas também das couves e dos grelos que dão corpo ao caldo verde e aos cozidos. Nos rios abre a época da lampreia, e na serra fabrica-se o queijo mais famoso do país. À mesa, é o tempo do cozido à portuguesa, do arroz de lampreia e das sopas quentes que aquecem as noites longas.
O calendário agrícola do inverno
No campo, o inverno é sobretudo colheita e transformação. Apanha-se a azeitona e a laranja, fabrica-se o queijo e o azeite, e nos rios sobe a lampreia. Esta matriz resume o que anda a acontecer nas principais culturas, mês a mês.
| Cultura | Região | Dezembro | Janeiro | Fevereiro |
|---|---|---|---|---|
| Azeitona | Alentejo e Trás-os-Montes | Apanha | Apanha | – |
| Citrinos (laranja) | Algarve | Colhe | Colhe | Colhe |
| Amendoeira | Douro Superior e Algarve | – | Flor | Flor |
| Couves e grelos | Todo o país | Colhe | Colhe | Colhe |
| Lampreia (pesca) | Minho e Mondego | – | Pesca | Pesca |
| Queijo Serra da Estrela | Serra da Estrela | Fabrica | Fabrica | Fabrica |
Portugal é hoje o quinto maior produtor mundial de azeite, segundo o Conselho Oleícola Internacional, uma posição que oscila de campanha para campanha, e mais de 90 por cento do azeite português é extra virgem, a categoria mais alta. No interior e no mundo rural, o inverno é ainda a estação da matança do porco, concentrada em dezembro e janeiro para aproveitar as geadas na cura das carnes, hoje uma prática regulada por despacho, limitada ao autoconsumo familiar e sujeita a inspeção sanitária por médico veterinário.
Festas e tradições do inverno
Nenhuma estação concentra tantas festas como o inverno. Logo nos primeiros dias chega a Consoada, na noite de 24 de dezembro, seguida do Natal, da Passagem de Ano e do Dia de Reis. As tradições e a gastronomia desta quadra ficam nas páginas próprias do Natal, da Consoada, do Ano Novo e do Dia de Reis. Aqui interessa a moldura, é o inverno que abriga estas festas, no ponto do ano em que as noites são mais longas.
Passada a quadra, chegam os saldos de janeiro, que arrancam logo depois do Natal e se prolongam por semanas, e o Cantar os Reis, que enche as aldeias de grupos a cantar de porta em porta até 6 de janeiro. No fim da estação, à volta do Carnaval, começa a florir a amendoeira no Douro Superior e no Algarve, e Vila Nova de Foz Côa recebe quem sobe a linha do Douro só para ver o espetáculo branco e rosa das árvores em flor.
Cuidados práticos no inverno
O frio, o aquecimento e o mar bravo pedem atenção redobrada nesta estação. A maior parte dos acidentes de inverno é evitável com alguns cuidados simples.
Em casa, os aquecedores a gás e as lareiras precisam de ventilação, porque a má combustão liberta monóxido de carbono, um gás sem cheiro que pode ser mortal. Na saúde, a gripe circula com mais força, e a vacinação é recomendada aos grupos de risco pelas autoridades de saúde. Na estrada, o gelo e a neve das serras exigem correntes e condução lenta, e o nevoeiro pede os médios, nunca os máximos. E na costa, o mar de inverno é traiçoeiro, por isso não se desce às rochas nem se viram as costas ao mar para ver as ondas gigantes da Nazaré.
O inverno no calendário do ano
No solstício de dezembro, o hemisfério norte está inclinado ao máximo para longe do Sol, que atinge a sua declinação mais baixa, cerca de 23 graus e meio a sul do equador celeste. É por isso o dia com menos horas de luz do ano e aquele em que o Sol nasce e se põe nos pontos mais a sul do horizonte. No mesmo instante, no hemisfério sul, começa o verão. Aqui está um mal-entendido a desfazer. É precisamente durante o inverno do hemisfério norte, por volta do início de janeiro, que a Terra passa pelo ponto mais próximo do Sol em toda a sua órbita, o periélio, e ainda assim faz frio. A razão é que a estação não depende da distância, mas da inclinação do eixo, que faz a luz chegar num ângulo mais rasante e por menos horas. A roda do ano mostra onde estamos, e o diagrama ao lado explica esta inclinação.
Há ainda um segundo engano. O solstício é o dia com menos luz, mas não é o dia mais frio. O pico de frio chega em regra em janeiro e fevereiro, por inércia térmica. O solo, o mar e a atmosfera continuam a perder calor mesmo depois de a luz solar ter atingido o seu mínimo, tal como o pico de calor do verão só surge depois do solstício de junho. É por isso que os recordes de temperatura mínima em Portugal se concentram em fevereiro, e não em dezembro.
Os recordes de frio e de chuva do IPMA
Os grandes extremos do inverno português têm data e lugar, e todos apontam para o interior de montanha e para o nordeste. Esta linha do tempo reúne os registos oficiais do IPMA.
Factos e curiosidades do inverno
No inverno do hemisfério norte a Terra está mais perto do Sol do que em qualquer outra altura do ano, e mesmo assim faz frio, porque o que conta é a inclinação do eixo e não a distância. Duas imagens que muitos ligam à primavera são, na verdade, de inverno, as amendoeiras em flor, que abrem em janeiro e fevereiro, e o queijo Serra da Estrela, cujo fabrico se concentra entre dezembro e fevereiro. E a maioria das cegonhas adultas já cá está entre novembro e janeiro, sem esperar pela primavera.
Perguntas frequentes sobre o inverno
Quando começa o inverno em 2026?
O inverno de 2026 começa a 21 de dezembro, no solstício de dezembro, em hora legal de Lisboa. Nos Açores, que seguem menos uma hora que o continente, o instante ocorre uma hora antes no relógio local.
O inverno é feriado em Portugal?
Não. O início do inverno é um marco astronómico e não consta dos feriados nacionais do artigo 234.º do Código do Trabalho, ainda que a estação concentre feriados como a Imaculada Conceição, o Natal e o Ano Novo.
Porque é o solstício de dezembro o dia mais curto do ano?
Porque no solstício de dezembro o hemisfério norte está inclinado ao máximo para longe do Sol, que fica menos tempo acima do horizonte. É o dia com menos horas de luz do ano no hemisfério norte.
O solstício de dezembro é o dia mais frio do inverno?
Não. É o dia com menos luz, mas o pico de frio chega em regra em janeiro e fevereiro, por inércia térmica. O solo e a atmosfera continuam a arrefecer depois do mínimo de luz solar, e os recordes de frio do IPMA são de fevereiro.
Faz frio no inverno porque a Terra está mais longe do Sol?
É o contrário. No inverno do hemisfério norte, por volta do início de janeiro, a Terra passa pelo ponto mais próximo do Sol, o periélio. O frio deve-se à inclinação do eixo terrestre, que faz a luz chegar num ângulo mais rasante e por menos horas.
Qual o recorde de frio em Portugal continental?
São 16,0 graus negativos, um valor partilhado por dois locais, segundo os extremos climatológicos do IPMA. Foi medido nas Penhas da Saúde, na serra da Estrela, em fevereiro de 1954 e de novo em 1956, e em Miranda do Douro, em janeiro de 1945.
Porque começa o inverno umas vezes a 21 e outras a 22 de dezembro?
Porque o instante do solstício de dezembro muda de ano para ano. O ano trópico dura cerca de 365,2422 dias, e não um número inteiro, o que faz a data deslizar. Os anos bissextos corrigem quase todo o desvio e mantêm o solstício entre 21 e 22 de dezembro.
Onde e quando neva em Portugal no inverno?
A neve fica quase reservada às terras altas do interior e do norte, com destaque para a serra da Estrela, o destino de neve mais conhecido do continente. A Guarda é a capital de distrito com mais dias de neve por ano, e os melhores meses são janeiro e fevereiro.
Porque são as ondas gigantes da Nazaré um fenómeno de inverno?
Porque dependem das tempestades atlânticas, mais fortes e frequentes de outubro a março, com pico entre novembro e fevereiro. O canhão da Nazaré, uma fossa submarina de cerca de 230 quilómetros e até 5.000 metros de fundo, canaliza e amplifica essa ondulação de inverno.
Que produtos do campo português são de inverno?
O inverno é a estação da apanha da azeitona, dos citrinos do Algarve, do queijo Serra da Estrela, das couves e dos grelos, e da lampreia dos rios Minho e Mondego. O Alentejo produz cerca de 76 por cento do azeite nacional.
É verdade que o queijo Serra da Estrela é de inverno?
Sim. O queijo Serra da Estrela com denominação de origem começa a ser fabricado em dezembro, e os melhores meses de produção são dezembro, janeiro e fevereiro. É um produto essencialmente de inverno, ao contrário do que a associação de laticínios à primavera sugere.
As amendoeiras em flor são de inverno ou de primavera?
São sobretudo de inverno. No Algarve, a floração das amendoeiras concentra-se em janeiro e fevereiro, e no Douro Superior, entre fevereiro e o início de março. Vila Nova de Foz Côa é a capital deste espetáculo, ainda em plena estação fria.
O inverno é igual no continente e nas ilhas?
Não. Os Açores e a Madeira têm invernos bem mais amenos, por influência oceânica e subtropical, sem os extremos de frio da serra da Estrela, e o Funchal tem cerca de 20 graus de média anual. A Madeira tem ainda feriado regional a 26 de dezembro, inexistente no continente e nos Açores.
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Equinócio de setembro, o início astronómico do outono.
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Sábado, 20 de março de 2027
Equinócio de março, o início astronómico da primavera em Portugal.
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