Todos os Santos 2026
Todos os Santos 2026 cai num domingo, 1 de novembro de 2026, feriado nacional. Veja mais abaixo o que abre e o que fecha neste feriado ao fim de semana.
O Dia de Todos os Santos celebra-se a 1 de novembro e em 2026 é domingo. É um feriado nacional obrigatório de data fixa, previsto no artigo 234.º do Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro). Esteve suspenso entre 2013 e 2015 e foi reposto em 2016. É a data em que muitas famílias visitam os cemitérios e, na história do país, é também o dia do Terramoto de Lisboa de 1755, o abalo que apanhou a cidade com as igrejas cheias. Aqui fica quando cai, o percurso do feriado na lei, o sismo de 1755 e as tradições portuguesas do dia.
O essencial
Quando é
A 1 de novembro, data fixa. Em 2026 é domingo.
É feriado
Sim, feriado nacional obrigatório, reposto em 2016.
O que fecha
Serviços públicos, a banca e a maior parte das lojas. As floristas têm forte procura.
Quando é o Dia de Todos os Santos
A data é fixa, a 1 de novembro, e só o dia da semana muda de ano para ano. Em 2026, esse dia é domingo.
| Ano | Data | Dia da semana |
|---|---|---|
| 2024 | 1 de novembro | sexta-feira |
| 2025 | 1 de novembro | sábado |
| 2026 | 1 de novembro | domingo |
| 2027 | 1 de novembro | segunda-feira |
| 2028 | 1 de novembro | quarta-feira |
É feriado obrigatório em todo o país
O 1 de novembro é um dos treze feriados obrigatórios do artigo 234.º do Código do Trabalho, de cumprimento obrigatório em todo o país, e é reconhecido como dia festivo católico pela concordata, o acordo entre o Estado português e o Vaticano, de 18 de maio de 2004. A base legal está publicada no Diário da República. É, dos três feriados religiosos de agosto, novembro e dezembro, o único que chegou a ser suspenso, como se explica em seguida.
Porque esteve suspenso entre 2013 e 2015
O Dia de Todos os Santos foi um dos quatro feriados obrigatórios retirados da lista pela Lei n.º 23/2012, de 25 de junho, com efeitos a partir de 1 de janeiro de 2013, ao lado do Corpo de Deus, do 5 de outubro e do 1 de dezembro. Esteve suspenso nos anos de 2013, 2014 e 2015, e foi reposto pela Lei n.º 8/2016, de 1 de abril. Ao contrário da Assunção e da Imaculada Conceição, que nunca foram suspensas, o Todos os Santos teve mesmo três anos sem estatuto de feriado.
A justificação foi económica, com a ideia de que menos feriados dariam mais produtividade. A estimativa avançada na altura, de cerca de 37 milhões de euros por cada feriado e perto de um ponto percentual do produto interno bruto no conjunto do ano, não se traduziu no resultado prometido. A produtividade real do trabalho medida pelo INE caiu a partir de 2012, e a experiência terminou em 2016, com o regresso dos quatro dias e a parte religiosa renegociada com a Santa Sé.
Trabalhar a 1 de novembro dá direito a quê
Quem trabalha a 1 de novembro, numa empresa que a lei não obriga a encerrar, tem direito a compensação. O artigo 269.º do Código do Trabalho dá direito a descanso compensatório de metade das horas prestadas ou a um acréscimo de 50 por cento no pagamento desse dia, à escolha do empregador, e o incumprimento é contraordenação grave. Não há em Portugal o pagamento automático a dobrar por trabalho num feriado.
De onde vem e o que significa
O Dia de Todos os Santos celebra a memória de todos os santos do céu, com ou sem dia litúrgico próprio. Importa distingui-lo do Dia dos Fiéis Defuntos, o Dia de Finados, que é a 2 de novembro, dedicado à oração pelas almas de todos os falecidos, sobretudo as do Purgatório, e que não é feriado em Portugal. Como o dia 1 é feriado e o dia 2 é dia útil, tornou-se comum juntar as duas homenagens no dia 1, mas a distinção mantém-se, pois uma data celebra os santos e a outra recorda os mortos.
O terramoto de 1 de novembro de 1755
Nenhum 1 de novembro pesa tanto na história de Portugal como o de 1755. Por volta das 9h40 da manhã de um sábado, dia de Todos os Santos, um sismo atingiu Lisboa com as igrejas cheias de fiéis nas celebrações religiosas e as lareiras acesas nas casas, o que viria a agravar os incêndios que se seguiram. O abalo principal desenrolou-se em três fases e durou cerca de nove minutos. A magnitude é estimada entre 7,7 e 9,0 na escala de momento, conforme o estudo, com epicentro a cerca de 200 quilómetros a sudoeste do Cabo de São Vicente, no Atlântico.
Os números de vítimas variam muito entre fontes, como é próprio de um evento do século XVIII sem registo censitário fiável. Um intervalo frequentemente citado aponta para 30 mil a 40 mil mortos em Lisboa e 50 mil a 60 mil em todo o território português, e outras fontes chegam aos 90 mil só em Lisboa, numa cidade de cerca de 300 mil habitantes, somando os efeitos do sismo, do tsunami e dos incêndios. O terramoto também causou vítimas fora do país, cerca de dez mil em Marrocos e cerca de cinco mil em Espanha. Cerca de 85 por cento das estruturas de Lisboa foram destruídas, e ao dano sísmico seguiram-se os incêndios e um tsunami com ondas estimadas em pelo menos seis metros, algumas fontes referem mais de dez, que penetrou centenas de metros terra adentro e se propagou pelo Atlântico até lugares tão distantes como o Brasil e as Caraíbas.
Da catástrofe saiu a reconstrução. O Marquês de Pombal, então Secretário de Estado, liderou os trabalhos e encomendou um inquérito às paróquias do reino sobre os efeitos do sismo, por vezes associado às chamadas Memórias Paroquiais setecentistas, apontado como um dos primeiros levantamentos sistemáticos da história da sismologia. É desse esforço que nasce a Baixa pombalina, planeada de raiz.
Tradições portuguesas do dia
A prática mais visível do dia é a visita ao cemitério. Antes ou depois da missa de Todos os Santos, as famílias deslocam-se às sepulturas dos seus para as limpar, acender velas e colocar flores, sobretudo crisântemos, o que faz das floristas um dos poucos negócios de forte procura no feriado. O costume é mais vivo no Norte e no interior do Centro, regiões de prática religiosa mais forte, do que no litoral de Lisboa, no Alentejo ou no Algarve. Em Bragança mantém-se o Pau das Almas, em que grupos de jovens recolhem lenha durante a manhã para a vender à porta da igreja, revertendo o produto, no dia seguinte, para o pagamento de missas em memória das almas do Purgatório.
Duas outras tradições ligam-se historicamente a esta data, mas têm desenvolvimento próprio noutras páginas do site. O Pão por Deus, em que as crianças pedem de porta em porta, ganhou força um ano depois do terramoto de 1755, quando a fome se espalhou por Lisboa e as pessoas percorriam as ruas a pedir esmola, mesmo que fosse só pão. E o costume de assar castanhas junto ao fogo em memória dos finados começa, em algumas regiões, logo a 1 de novembro, antes de se consolidar no magusto de São Martinho, a 11 de novembro. Ambas as tradições têm páginas próprias, para onde remetemos o desenvolvimento.
O Dia de Todos os Santos ao longo do tempo
Poucas datas do calendário juntam num só dia uma catástrofe histórica e um percurso legal tão acidentado. Estes são os marcos que ajudam a lê-la.
O 1 de novembro noutros países
O Dia de Todos os Santos é dos feriados mais transversais da Europa católica. É feriado nacional em Portugal, Espanha, Itália, França, Bélgica, Luxemburgo, Malta, Eslovénia, Croácia, Hungria, Eslováquia, Áustria, Lituânia e Polónia. Na Alemanha aplica-se a cinco estados federados e na Suíça a quinze cantões, e nos países nórdicos a celebração desloca-se para o sábado entre 31 de outubro e 6 de novembro. É o contrário do que acontece com o Corpo de Deus, que a Itália e a França não têm como feriado, já que o Todos os Santos atravessa quase toda a Europa católica, incluindo esses dois países.
Enganos comuns sobre o Dia de Todos os Santos
O engano mais frequente é chamar ao 1 de novembro o Dia dos Fiéis Defuntos. O Dia de Finados é a 2 de novembro, dedicado à oração pelos falecidos, e não é feriado, ao passo que o feriado é o dia 1, o Dia de Todos os Santos. Outro erro é supor que este feriado nunca deixou de existir, quando foi o único dos feriados religiosos deste período efetivamente suspenso, entre 2013 e 2015. Por fim, o Halloween de 31 de outubro é um fenómeno de importação comercial recente, distinto da tradição portuguesa mais antiga do Pão por Deus, com a qual por vezes se mistura.
O Dia de Todos os Santos no calendário do ano
O Dia de Todos os Santos cai em pleno outono, entre o equinócio de setembro e o solstício de inverno, na época das primeiras chuvas e do arrefecimento do ano. É o começo do mês em que o campo português apanha a castanha e a azeitona. A roda do ano mostra onde a data se encaixa nas estações.
Todos os Santos cai no outono, em 1 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes sobre o Dia de Todos os Santos
O 1 de novembro é feriado em 2026?
Sim. O Dia de Todos os Santos é feriado nacional obrigatório, reposto pela Lei n.º 8/2016 depois de ter estado suspenso.
Em que dia da semana cai o Dia de Todos os Santos em 2026?
Em 2026, o Dia de Todos os Santos é domingo. A data é sempre 1 de novembro.
O 1 de novembro é o Dia de Finados?
Não. O Dia dos Fiéis Defuntos, ou Finados, é a 2 de novembro e não é feriado. O 1 de novembro é o Dia de Todos os Santos, esse sim feriado.
O Dia de Todos os Santos já esteve suspenso como feriado?
Sim. Esteve suspenso em 2013, 2014 e 2015 pela Lei n.º 23/2012, e foi reposto pela Lei n.º 8/2016. Foi o único destes feriados religiosos a ser suspenso.
O que aconteceu a 1 de novembro de 1755?
O Terramoto de Lisboa, por volta das 9h40 de um dia de Todos os Santos. O sismo, seguido de tsunami e incêndios, destruiu cerca de 85 por cento das estruturas da cidade.
Quantas pessoas morreram no terramoto de 1755?
Os números variam muito entre fontes. Um intervalo citado aponta para 30 mil a 40 mil mortos em Lisboa e 50 mil a 60 mil em todo o país, e outras fontes chegam aos 90 mil só em Lisboa.
O que se faz no Dia de Todos os Santos em Portugal?
É costume visitar os cemitérios, limpar as sepulturas e colocar flores, sobretudo crisântemos. Em Bragança mantém-se o Pau das Almas.
O que é o Pau das Almas de Bragança?
O Pau das Almas é um costume de Bragança em que, no Dia de Todos os Santos, grupos de jovens recolhem lenha durante a manhã para a vender à porta da igreja. O dinheiro reverte, no dia seguinte, para o pagamento de missas em memória das almas do Purgatório.
Que papel teve o Marquês de Pombal no terramoto de 1755?
O Marquês de Pombal, então Secretário de Estado, liderou a reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1 de novembro de 1755 e encomendou um inquérito às paróquias do reino sobre os efeitos do sismo, apontado como um dos primeiros levantamentos sistemáticos da sismologia. Desse esforço nasceu a Baixa pombalina, planeada de raiz.
O Halloween é uma tradição portuguesa de Todos os Santos?
Não. O Halloween de 31 de outubro é uma importação comercial recente, distinta da tradição portuguesa mais antiga do Pão por Deus.
O 1 de novembro é feriado noutros países?
Sim. O Dia de Todos os Santos é feriado nacional em Portugal, Espanha, Itália, França, Bélgica, Luxemburgo, Malta, Polónia e vários outros países da Europa católica.
Porque foi suspenso o Dia de Todos os Santos entre 2013 e 2015?
Por razões económicas, com a ideia de que reduzir feriados aumentaria a produtividade. A poupança prevista foi contestada, a produtividade real do trabalho caiu a partir de 2012, e os quatro feriados foram repostos em 2016.
O comércio abre a 1 de novembro?
A maior parte do comércio não alimentar encerra, embora os horários sejam livres desde 2015. As floristas têm forte procura pelas visitas aos cemitérios.
Recebo mais por trabalhar a 1 de novembro?
Havendo trabalho num feriado, numa empresa não obrigada a encerrar, o artigo 269.º dá direito a descanso compensatório de metade das horas ou a um acréscimo de 50 por cento, à escolha do empregador.
Próximas datas de Todos os Santos
Outros feriados por vir
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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
5 de outubro, Implantação da República, feriado obrigatório.
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Terça-feira, 1 de dezembro de 2026
1 de dezembro, Restauração da Independência, feriado obrigatório.
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Sexta-feira, 1 de janeiro de 2027
1 de janeiro, feriado nacional obrigatório em Portugal.
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Domingo de Páscoa, feriado móvel do calendário cristão.
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Domingo, 25 de abril de 2027
25 de abril, Dia da Liberdade, feriado nacional obrigatório.
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