Natal 2026
Faltam 125 dias para o Natal, numa sexta-feira, 25 de dezembro de 2026. Veja também quantos dias úteis faltam até ao Natal.
O Natal celebra-se a 25 de dezembro e em 2026 é sexta-feira. É um feriado nacional obrigatório de data fixa, previsto no artigo 234.º do Código do Trabalho (Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro). Nesse dia suspendem-se as atividades que a lei não permite aos domingos, nos termos do artigo 236.º. A consoada, a ceia da noite de 24, antecede o dia e tem tratamento próprio noutra página. Aqui fica quando cai o Natal nos próximos anos, o que abre e o que fecha, o enquadramento na lei e as tradições do dia 25, do bacalhau ao bolo-rei, com as diferenças entre o continente, os Açores e a Madeira.
O essencial
Quando é
A 25 de dezembro, data fixa. Em 2026 é sexta-feira.
É feriado
Sim, feriado nacional obrigatório em todo o país.
O que fecha
Quase tudo. Serviços públicos, a banca, o comércio e as grandes superfícies. Ficam farmácias de serviço e urgências.
Quando é o Natal
O Natal é data fixa e cai sempre a 25 de dezembro. Só o dia da semana muda de ano para ano. Em 2026, esse dia é sexta-feira.
| Ano | Data | Dia da semana |
|---|---|---|
| 2024 | 25 de dezembro | quarta-feira |
| 2025 | 25 de dezembro | quinta-feira |
| 2026 | 25 de dezembro | sexta-feira |
| 2027 | 25 de dezembro | sábado |
| 2028 | 25 de dezembro | segunda-feira |
É feriado obrigatório em todo o país
O Natal é um dos treze feriados obrigatórios do artigo 234.º do Código do Trabalho, de cumprimento obrigatório em todo o território nacional, ao contrário dos feriados facultativos do artigo 235.º, como a terça-feira de Carnaval. Aparece na lei ao lado do 1 e do 8 de dezembro, os outros dois feriados do mês. A base legal está publicada no Diário da República. Continua a ser a festa mais participada do calendário, já que nos Censos de 2021, 80,2 por cento dos portugueses com mais de 15 anos que responderam se identificaram como católicos, segundo dados do INE, ainda que a fatia de quem se declara sem religião tenha subido de 6,84 para 14,09 por cento face a 2011. A vivência do dia varia pelo país, e o Norte e o interior do Centro mantêm-se as regiões de prática religiosa mais forte, enquanto Lisboa, o Alentejo e o Algarve tendem para um Natal mais secular e comercial.
O que abre e o que fecha
Os serviços do Estado encerram. Nas lojas, a regra desde o Decreto-Lei n.º 10/2015 é a de horários livres a nível nacional, por isso fechar no dia 25 é, em rigor, uma decisão própria de cada estabelecimento e não uma obrigação legal. Na prática, a esmagadora maioria encerra.
| Serviço | Estado típico |
|---|---|
| Serviços públicos e finanças | encerrados |
| Bancos | balcões encerrados; multibanco a funcionar |
| Comércio não alimentar | maioritariamente encerrado |
| Grandes superfícies alimentares | encerradas ou horário reduzido |
| Farmácias de serviço | abertas por escala |
| Urgências hospitalares | a funcionar |
Trabalhar no dia de Natal dá direito a quê
Quem trabalha no dia 25, numa empresa que a lei não obriga a encerrar, tem direito a compensação. O artigo 269.º do Código do Trabalho dá direito a descanso compensatório de metade das horas prestadas ou a um acréscimo de 50 por cento no pagamento desse dia, à escolha do empregador, e o incumprimento é contraordenação grave. Não há em Portugal o pagamento automático a dobrar por trabalhar num feriado.
De onde vem e o que significa
O Natal celebra o nascimento de Jesus Cristo. A data de 25 de dezembro fixou-se nos primeiros séculos do cristianismo e chegou a Portugal com a própria cristianização do território, muito antes de o feriado ter forma legal moderna. O ciclo natalício abre-se antes, com o Advento, e a devoção popular concentrou na noite de 24 para 25 o seu momento mais forte, com a Missa do Galo à meia-noite. Essa celebração pertence, em rigor, à noite da consoada, que tem página própria, e aqui fica apenas como pano de fundo do dia 25.
Tradições do dia 25
Há uma fronteira útil de traçar. A grande ceia de peixe pertence à noite de 24, a consoada, e o dia 25 é sobretudo de reunião familiar e de refeição prolongada, sendo em muitas regiões o dia da carne. Em Trás-os-Montes e no Alto Douro, essa distinção é clara. Na consoada é obrigatório o bacalhau ou o polvo cozido com ovo, batata e couve, mas é no dia de Natal que surgem o caldo e a carne assada. O presépio e a árvore ocupam a casa, e a partilha de presentes acontece na consoada ou na manhã de 25, conforme a família.
O que se come, do bacalhau ao bolo-rei
A mesa da quadra tem uma fronteira útil de traçar. O peixe manda na ceia da véspera, a consoada, e o dia 25 é em muitas regiões o dia da carne. Esta matriz reúne o que enche as mesas do Natal português, com a cor a marcar o tipo de cada prato, do peixe ao doce.
| Prato | Tipo | Onde manda e quando |
|---|---|---|
| Bacalhau cozido | Peixe | A maioria do país, com o seu palco maior na consoada de 24. |
| Polvo cozido | Marisco | Trás-os-Montes e Alto Douro, alternativa ao bacalhau, com ovo, batata e couve. |
| Carne assada e caldo | Carne | Trás-os-Montes e Alto Douro, já no dia 25, depois do peixe da véspera. |
| Espetada em espeto de louro | Carne | Madeira, ao lado da carne de vinha-d'alhos. |
| Torresmos com inhames | Carne | São Jorge, nos Açores, com morcela e batata-doce. |
| Bolo-rei | Doce | Todo o país, o doce em forma de coroa da mesa natalícia. |
| Rabanadas | Doce | De norte a sul, de raiz conventual, fritas e polvilhadas de canela. |
| Filhós do joelho e arroz-doce | Doce | Região Centro, as filhós moldadas sobre o joelho. |
| Bolo de mel | Doce | Madeira, o doce local da quadra. |
O bacalhau é o rosto da quadra, embora o seu palco principal seja a consoada da véspera. Portugal come cerca de um quinto de todo o bacalhau capturado no mundo e lidera o consumo por habitante, entre 15 e 16 quilos por ano, conforme o cálculo e o ano. À volta de 70 por cento é importado, sobretudo da Noruega, e o país absorve perto de 30 por cento das exportações norueguesas de bacalhau, o que dá, por ano, aproximadamente 27 mil toneladas de seco-salgado e 17 mil de fresco. A quadra natalícia responde por cerca de 29 por cento do consumo anual, e só na noite de consoada se comem entre quatro mil e cinco mil toneladas. Os números variam entre fontes e anos, por isso valem como ordem de grandeza, não como cifra fechada.
Nos doces, voltam à mesa as rabanadas, as filhós e o arroz-doce polvilhado de canela, com o bolo-rei em forma de coroa a coroar a mesa, cuja história vem tratada a seguir. As rabanadas, a que também se chamou fatias douradas ou fatias paridas, têm raiz conventual, já que as freiras aproveitavam o pão duro, embebiam-no em leite e ovos, fritavam-no e polvilhavam-no de açúcar e canela. O nome fatia parida vem do costume de as oferecer às mulheres que tinham acabado de dar à luz, pela crença de que o leite e os ovos ajudavam a amamentar. Na região Centro, o bacalhau com todos marca a consoada e as filhós ganham forma própria, as chamadas filhós do joelho, moldadas justamente sobre o joelho.
A história do bolo-rei, de Paris à Confeitaria Nacional
O bolo-rei é o símbolo da mesa natalícia e da Epifania, e a sua chegada a Portugal tem nome e data. A receita veio de Paris pela mão de Baltazar Castanheiro Júnior, filho do fundador da Confeitaria Nacional, e foi adaptada pelo confeiteiro francês Grégoire. A Confeitaria Nacional, em Lisboa, foi o primeiro local a vendê-lo no país, por volta de 1869. Durante muito tempo escondiam-se dentro dele uma fava seca e um brinde, muitas vezes uma pequena figura metálica. Quem calhasse com a fava pagava o bolo-rei seguinte, e quem achasse o brinde teria sorte no ano. A partir de 1870, as favas secas foram dando lugar a favas de porcelana, e hoje o brinde metálico já não vem escondido, por razões de segurança alimentar.
Tradições por região
O estatuto legal é nacional, mas a mesa e os costumes mudam de terra para terra. Na Madeira comem-se espetadas de carne, carne de vinha-d'alhos e, como doce local, o bolo de mel. Na ilha de São Jorge, nos Açores, surgem os torresmos com inhames e a morcela com batata-doce, a par do bacalhau com todos e da canja de galinha comuns às outras ilhas. Ainda nos Açores vive o costume de "O Menino mija?", em que grupos percorrem casas de familiares e amigos entre 24 de dezembro e o Dia de Reis, com essa pergunta quase obrigatória à porta, e os presépios locais representam cenas do quotidiano das ilhas.
Há uma divergência legal a assinalar. O dia 25 é feriado obrigatório em todo o país, sem exceção, mas o dia 26 de dezembro, a chamada Primeira Oitava, é feriado regional exclusivo da Madeira, instituído por decreto legislativo regional e reafirmado em 2004. No continente e nos Açores, o dia 26 é dia útil normal.
Estrada e deslocações na quadra
O Natal é também época de viagens, e os números da estrada dizem-no. Na operação Natal e Ano Novo de 2025 e 2026, entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, a GNR registou 13 mortos, 1.237 acidentes, 31 feridos graves e 329 feridos ligeiros nas estradas que fiscalizou. É um lembrete prático de que a quadra concentra muito trânsito, sobretudo à volta dos dias de reunião familiar.
Curiosidades
A Missa do Galo celebra-se à meia-noite de 24 para 25, e não numa celebração diurna do dia 25 como por vezes se pensa, e é o arranque simbólico do dia de Natal, ainda dentro da noite da consoada. Terá sido celebrada pela primeira vez no século V, pelo Papa Sisto III, na Basílica de Santa Maria Maior, e a expressão "Missa do Galo" é comum aos países de tradição latina. Vale outro esclarecimento. A consoada, a ceia de 24, não é feriado, e o feriado obrigatório é o dia 25.
O Natal no calendário do ano
O Natal fecha o ano civil e cai a poucos dias do solstício de inverno, a noite mais longa e o dia mais curto do hemisfério norte, que acontece por volta de 21 de dezembro. É um dos feriados mais próximos desse ponto extremo do ano, já com o inverno acabado de entrar. A roda seguinte mostra onde a data se encaixa nas quatro estações.
Natal cai no inverno, em 25 de dezembro de 2026.
Perguntas frequentes sobre o Natal
O Natal é feriado em 2026?
Sim. O 25 de dezembro consta do artigo 234.º do Código do Trabalho como feriado nacional obrigatório.
Em que dia da semana cai o Natal em 2026?
Em 2026, o Natal é sexta-feira. A data é sempre 25 de dezembro, e só o dia da semana muda.
A consoada é feriado?
Não. O 24 de dezembro não é feriado nacional. A consoada é a ceia da noite de 24, e o feriado obrigatório é apenas o dia 25.
O comércio abre no dia de Natal?
A maioria do comércio não alimentar encerra. Grandes superfícies fecham ou reduzem horário, e farmácias de serviço e alguma restauração mantêm-se abertas.
O dia 26 de dezembro é feriado em Portugal?
No continente e nos Açores, não. Na Madeira, o 26 de dezembro, a Primeira Oitava, é feriado regional.
Se o Natal cair a um domingo, transfere-se?
Não. Não há transferência legal quando um feriado coincide com o fim de semana. O Natal observa-se no próprio dia 25.
Quando se celebra a Missa do Galo?
À meia-noite de 24 para 25 de dezembro, no arranque simbólico do dia de Natal, dentro da noite da consoada, e não numa celebração diurna do dia 25.
Todos os portugueses comem bacalhau no Natal?
É o prato maioritário, mas não exclusivo. Há variações fortes, como o polvo em Trás-os-Montes, as espetadas na Madeira e os torresmos com inhames em São Jorge.
Qual é a origem do bolo-rei?
O bolo-rei chegou a Lisboa de Paris, trazido por Baltazar Castanheiro Júnior e adaptado pelo confeiteiro francês Grégoire. A Confeitaria Nacional, em Lisboa, foi o primeiro local a vendê-lo em Portugal, por volta de 1869.
Porque tinha o bolo-rei uma fava e um brinde?
Escondiam-se no bolo-rei uma fava seca e um brinde. Quem calhasse com a fava pagava o bolo-rei seguinte e quem achasse o brinde teria sorte. Hoje o brinde metálico já não vem escondido, por razões de segurança alimentar.
Qual é a origem das rabanadas?
As rabanadas têm raiz conventual, pois as freiras aproveitavam pão duro embebido em leite e ovos, frito e polvilhado de açúcar e canela. O nome fatia parida vem de serem oferecidas a mulheres que tinham acabado de dar à luz.
Quanto bacalhau se come em Portugal?
Entre 70 mil e 80 mil toneladas por ano, cerca de 15 quilos por pessoa num cálculo de 2023, com boa parte concentrada no Natal e cerca de 70 por cento importado da Noruega.
Recebo mais por trabalhar no dia de Natal?
Havendo trabalho num feriado, numa empresa não obrigada a encerrar, o artigo 269.º dá direito a descanso compensatório de metade das horas ou a um acréscimo de 50 por cento, à escolha do empregador.
Há mais acidentes na estrada no Natal?
A quadra concentra muitas viagens. Na operação Natal e Ano Novo de 2025 e 2026, entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, a GNR registou 13 mortos e 1.237 acidentes nas estradas que fiscalizou.
Próximas datas de Natal
Outros feriados por vir
Implantação da República
Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
5 de outubro, Implantação da República, feriado obrigatório.
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71 dias
Todos os Santos
Domingo, 1 de novembro de 2026
1 de novembro, Todos os Santos, feriado nacional obrigatório.
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132 dias
Ano Novo
Sexta-feira, 1 de janeiro de 2027
1 de janeiro, feriado nacional obrigatório em Portugal.
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216 dias
Sexta-Feira Santa
Sexta-feira, 26 de março de 2027
Sexta-feira anterior ao Domingo de Páscoa, feriado móvel.
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218 dias
Domingo de Páscoa
Domingo, 28 de março de 2027
Domingo de Páscoa, feriado móvel do calendário cristão.
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Domingo, 25 de abril de 2027
25 de abril, Dia da Liberdade, feriado nacional obrigatório.
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